quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ladeira abaixo

As coisas são interessantes. Quem acompanha esse blog sabe que eu já elogiei o Celso Roth, já critiquei, já falei besteira, já fui contraditório. Mas uma coisa é inegável: algo está acontecendo no Galo e eu queria saber o que.

Fim de jogo, Inter 3x0. Repórter da Itatiaia vira pra Diego Tardelli e faz uma pergunta do tipo "o Galo começou bem e caiu de produção. Por que?" Eis a resposta: "toda bola que chega na defesa é gol, a gente se esforça na frente e toma gol bobo." O mesmo repórter chega para o zagueiro Werley e fala: "Tardelli está falando que não tem jeito de ganhar com a defesa tomando tantos gols." Eis a resposta: "a bola chega lá na frente e não entra".

O que quero dizer é simples: o grupo rachou. Depois de 7 jogos sem vitória, os quais uns dois ou três a vitória não aconteceu por detalhe (vide o jogo contra o Avaí, por exemplo), o clima pesou e agora Alexandre Kalil vai ter trabalho. Do jogo de hoje, a boa surpresa foi a estreia do Correa e Renteria no lugar do fominha Eder Luis (que aliás disse que não vai postar mais no Twitter). O que falta ao Galo é o meia armador, que dizem que pode ser Ricardinho, Danilo (ex-São Paulo) ou nenhum dos dois. E falta também o Celso Roth deixar de ser medroso e por o time pra frente, além de dar uma bronca pro time voltar a jogar no segundo tempo. No jogo de hoje, dominou o primeiro tempo e depois simplesmente assistiu o Inter fazer 3x0. Então, vamos acordar né, pessoal?

Domingo é contra o Santo André fora de casa. Outro time ameaçado de rebaixamento. De repente, jogando em São Paulo, o Galo volte a jogar bem como fez nos primeiros jogos desse campeonato...

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ó Minas Gerais

Como vocês puderam notar no post anterior, estive, pela segunda vez nesse ano, na maravilhosa cidade de Ouro Preto-MG, primeira capital do melhor estado do país. Infelizmente ainda não fizeram um aeroporto em OP pra ir numa viagem mais tranquila, então tivemos que chegar lá de ônibus, depois de uma viagem de 10hs sem Dramin! Palmas pra mim.

Chego em Ouro Preto e lá estava um frio de lascar. Vou pro hotel e fico, inicialmente, num quarto que não tinha janela. Lá em OP muitas construções datam dos séculos passados, e sabe-se lá porque naquela época não se construiam quartos com a janela PRA FORA da casa. Muitos deles foram construídos com janelas para os corredores da casa. Ou seja, se você estivesse com calor, por exemplo, você abria a janela e todo mundo que passasse pelo corredor da pousada via você lá deitado assitindo Tv (ou fazendo outras coisas, vá saber). Depois de uma negociação, consegui ir para outro quarto, esse sim com luz natural do Sol e ventilação.

Ouro Preto tem um ar diferente e único. Tenho até medo do dia que eu tomar coragem e passar uns tempos por lá e perceber que esse ar só aparece de vez em quando. Fui almoçar num restaurante que tinha um subsolo onde rolavam festas e tal, até toquei no violão do sujeito que estava lá trabalhando. Queria dizer inicialmente que o clima de lá parece ser tão leve que realmente penso em um dia passar um tempo lá. Gosto muito de lá, acho que ainda esse ano eu volto lá. Ou não...

De noite fui a formatura da 17ª turma de Direito. Tocou a banda Lex Luthor, e longe de fazer propaganda, eles mandaram bem pra cachorro. Muito profissional o esquema, deixaria Squema Seis e Joy Band no chinelo. Parecia musical da Broadway, com os cantores dançando e interpretando e tal. Achei a banda excelente como há muito eu não via. Como toda formatura, tinha gente demais e espaço/bebida/comida/garçons de menos. Mas o pessoal estava tão animado que nem ligou para esses "detalhes". Particularmente, eu também não.

No outro dia, depois de acordar quase que na hora de ser despejado pela hospitalidade natural de todo funcionário de hotel, arrumei minhas coisas e fui até a casa da Cybelle pra ver como é triste desmontar uma república. Mãe, tio, formandas, todo mundo abriu o maior berreiro. Até eu fiquei triste. Você via que uma parte muito importante da vida daquelas pessoas tinha chegado ao fim, e todo mundo sentia muito por isso. Parecia cena de cinema, do tipo, "bem vindos a realidade". Mas foi somente uma despedida, elas logo se encontrarão de novo.

E depois de tudo isso, ainda tive tempo de ir no Bar do Pelé ver o jogo do Galo, regado a muito Guaraná, já que beber fica pro dia que o Roacutan terminar. Por enquanto, só refrescos geladinhos. Ultimamente, o Galo não tem nada nem vontade de comentar. Quem sabe quando estrearem Coelho, Correa, Carini e o tal "camisa 10" que está faltando, eu animo de comentar aqui.

No mais é isso, vamos pra frente que a semana começou forte...


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Só sei tocar alto

Estou indo para Ouro Preto hoje para participar do baile de formatura da 17ª turma de Direito da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto). Volto na segunda. Mas, antes de ir, escreverei um breve tratado sobre a figura mais apagada das bandas.

Como já disse "n" vezes aqui no blog, sempre gostei de música e sempre quis ter uma banda. Mas por causa de várias coisas nunca consegui fazer com que as que eu tocava seguissem em frente (clique aqui para ler o post). Hoje, lendo os posts do meu Google Reader vi um que falava sobre o papel do baixista numa banda. Coincidência ou não, eu tinha dois baixos em casa, já que vendi um e ainda procuro comprador pro outro (interessados, manifestem-se).

Enfim, tenho uma grande simpatia pelo contrabaixo e suas 4 cordas (ou 5, ou 6, ou 8, depende do modelo). As notas graves sempre me chamaram a atenção depois que eu descobri que o Paul McCartney tocava baixo e não guitarra. Aliás, depois que eu passei a acompanhar e entender de instrumentos, descobri que Paul gravou muitas GUITARRAS nas músicas dos Beatles, quase que abandonando definitivamente o instrumento em sua carreira-solo (usando mais guitarras, violões e piano nos seus shows).

Li esse texto (clique aqui pra ler também) e fiquei pensando que, de certa forma, eu concordo com ele. Não somente quando diz que os baixistas são deixados pra trás, mas quem fica mais quieto geralmente não é percebido. Digo isso porque esses dias pedi a um amigo fotógrafo que me mandasse umas fotos que ele tinha tirado quando eu tocava numa banda de anos 80. Ele retrucou que eram muitas, então pedi que mandasse só as que eu aparecia. De 300 fotos, apareci em exatas 11. Geralmente o público olha somente o vocalista/guitarrista/baterista/a mulher da banda. Algumas vezes até gostei, outras não, mas sei que faz parte.

O texto me chamou a atenção porque, acredito eu, os baixistas são os mais, digamos, "injustiçados" mesmo. O texto cita vários exemplos de baixistas internacionais, então eu citarei alguns nacionais. Por exemplo, alguém sabe que era o baixista do Legião Urbana? E dos Raimundos? Ultraje a Rigor? E dos Titãs? E do Teatro Mágico?

Portanto, converse com seu baixista e diga a ele que ele é bem importante. Diga que sem ele a banda não existiria. E lembre-se sempre que sem ele o som ia ficar sem graça. Te garanto que, pelo menos, você fará uma pessoa se sentir importante. Eu falaria...

Até a volta...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O jogo

Todo mundo sabe que futebol se vê no estádio com radinho de pilha do ouvido. Sentado não nas cadeiras numeradas mas sim na arquibancada pra sentir mais emoção. Já fui em quase todos os setores disponíveis nos estádios por aí e garanto que o mais divertido foi, SEM DÚVIDA, quando eu ia de geral nos jogos do Gama. Quando vou ao Mineirão, tenho certo medo da chamada torcida "organizada" e vou de cadeira especial, pagando BEM mais caro, mas já sinto que posso ficar mais tranquilo quanto a isso. O Mineirão é um estádio que, apesar dos problemas, você consegue assistir o jogo de forma tranquila, vamos assim dizer. O mesmo não se pode dizer do Serejão, "estádio" do Brasiliense.

Ontem estive nesse estádio junto com amigos e meu pai para assistir Vasco e Brasiliense, pela Série B do Brasileirão 2009. Primeiro erro: se você mora no Plano, não vá de van/carro. Vá de metrô. Tem uma estação que sai quase que na entrada do estádio. Como fui com uns amigos, fechamos uma van e fomos todos juntos para o mesmo setor no estádio. Quando chegamos na entrada da EPTG, pegamos um engarrafamento que nos fez ficar pelo menos uns 20min PARADOS. O jogo já estava perto de seu início quando chegamos na porta do estádio. Quando entramos, percebemos que tinha mais gente que espaço. Tenho a mais absoluta certeza que, se o estádio cabia 25mil pessoas, tinha pelo menos 10mil a mais.

Estavámos com ingressos para o Setor Sul, só que o Setor Sul não cabia mais ninguém. Tinha gente na área de entrada da arquibancada. Repetindo pra enfatizar, não cabia mais ninguém. De repente olhamos para a grade e percebemos que tinha uma pequena falha que dava passagem para o setor Oeste. Passamos, mas chegando lá não tinha muito espaço também. Olhando para a arquibancada, não conseguíamos ver nenhum lugar vago, então o jeito era ficar perto da grade, que não era muito melhor não. Ou seja, meu pai, um senhor de 64 anos, teve que ver o jogo em pé. Mas não pode reclamar porque idoso é só a partir de 65 anos, ou seja, só ano que vem. Lembrando que, por causa dessa demora, ficamos sem ver o gol do Vasco (cliquei aqui para ver).

Lá pelas tantas, uma alma caridosa conseguiu um espacinho daqueles bem pequenos pro meu pai subir UM MÍSERO degrau e ver o jogo com mais facilidade. Uns minutos depois foi minha vez. Mas, mesmo assim, não dava pra ver quase nada. Isso porque o pessoal que ficava na grade colocava crianças nos ombros e atrapalhava a visão de todo mundo, não só a minha. E na hora de ir embora, novamente demoramos a sair porque, sabe-se lá quem, abriu só metade do portão. "Estacionamento" do estádio completamente às escuras, cheios daqueles flanelinhas que enchem a cara enquanto estão no "trabalho". Inclusive um me abordou e ENCHEU meu saco.

Hora da saída, mais um engarrafamento. Pegar engarrafamento as 7horas da noite já um inferno, imagina as 11 e meia da noite depois de ficar mais de 2hs em pé. O rapaz da van ainda preferiu pegar um caminho "diferente" e atrapalhou horrores o nosso retorno pra casa. Chegamos em casa uma da manhã. E no fim, se você perguntasse pra mim o que achei do jogo, eu responderia simplesmente que não tinha visto, apesar de estar no estádio.

Já que não tem jeito de voltar atrás, eu torço muito para que essa Copa de 2014 mude a mentalidade tanto de dirigentes quanto de torcedores. Aceitar aquelas condições só pra assistir um jogo de futebol demonstra toda a passividade do povo brasileiro. Como vão reformar os principais estádios, tomara que resolvam arrumar os outros também, nem que seja para ter o mínimo de condições. Enquanto isso, não irei ao Serejão tão cedo.

Até a próxima...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O retorno

Geralmente eu escrevo sobre coisas que estão meio distantes da minha realidade para não deixar o blog com cara de "meu diário". Mas recentemente aconteceu uma coisa legal comigo. Precisamente no último domingo. Por isso queria dividir com vocês.

Fazendo um pequeno resumo da minha curta existência, eu estudei no colégio Leonardo da Vinci. Na verdade, eu queria ter estudado no Sigma, outro colégio aqui do DF, mas isso é outra história. Meu primeiro ano foi quase uma extensão da oitava série. O segundo foi mais legal, porque lá eu realmente conheci "gente nova", coisa que, aliás, atualmente eu luto pra acontecer mas no momento tá meio difícil. Enfim, conheci uma pancada de gente nessa época. Muitas tenho saudade, outras faço questão de estar longe. Uma dessas pessoas que eu tenho saudade é uma amiga que sumiu do mapa e conto nos dedos as vezes que eu encontrei com ela nos últimos 10 anos.

Nos falamos pela última vez no encontro de 10 anos da minha turma do Leonardo. Encontro esse, aliás, que me fez pensar realmente se eu fiz amizades no colégio. Por inúmeras vezes, eu fiquei "perdido", olhando o pessoal colocar a fofoca em dia. Ela, inclusive, por tudo que aconteceu e que nos fez ficar cada vez mais distantes, pouco falou comigo.

Fui à casa dela e conversamos bastante. Falamos dos planos, dos sonhos realizados e frustados, do que aconteceu nesse tempo. Sempre fui meio desligado, ou sei lá, acho que mudei muito a minha cabeça para não me assustar quando alguém me fala algo que não teria acontecido 10 anos atrás. Ela se casou, inclusive olhando o álbum do casamento dela, tinha uma foto de um dos rapazes que tocavam comigo e me largaram (clique aqui para entender). Tomou um susto quando contei que queria ter ido na Festa Trio (que aconteceu ontem aqui em Brasília) e que eu tinha uma banda de sertanejo. Eu me esqueci que, para ela, eu ainda sou muito "do metal", pois ela não acompanhou meu processo de mudança. Parecia que a gente era apenas conhecidos, que não tinhamos sido melhores amigos durante anos. Tinhamos muito para conversar, mas o tempo disponível era curto. Ela tinha seus afazeres, uma casa pra cuidar, provas pra corrigir, gatos. Eu voltei pra casa pra ver o jogo do Galo, que já estava em seu fim. E não perdi nada, aliás.

Mas no fim, aconteceu uma coisa que realmente me fez pensar. Lá pelas tantas, falei que talvez tenha ficado "do lado errado" na história que nos separou (pra quem conhece, é aquela de uma menina que fez um escândalo e dois casais se separaram). Nem me lembrava direito o que tinha acontecido, mas ela disse que ambos estavámos errados. Ambos estávamos no lugar errado, na hora errada com pessoas erradas. Concordei e o assunto morreu. Quando fui me despedir, dei um abraço nela. Ela virou pra mim e disse: "não some, sempre fomos só nós dois, lembra?". Era exatamente a mesma coisa que ela me disse quando a "bomba" estourou.

Durante anos tentei manter contato, mas, como disse, talvez eu tenha ficado "do lado errado". Os anos de companhias no mínimo discutíveis me trouxeram muito mais dor que alegria. Passei grande parte da minha vida tentando a "aprovação" de pessoas que nunca iriam me aprovar. Abri o olho recentemente, mas mesmo assim foi cada um pro seu canto. Por várias vezes quis telefonar pra ela nos momentos de angústia, mas tinha medo de ser inconveniente. Hoje sei que é praticamente impossível a gente voltar a ser um décimo do que erámos. E por mais que conversássemos, nunca conseguirei dizer a ela uma coisa que sempre quis mas nunca tive coragem:

Obrigado por tudo...

Quem sabe um dia ela leia esse blog...

Até a próxima...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Não dá mais!!!!

Ontem foi um dia normal como todos os outros. Acordei, trabalhei, voltei pra casa na esperança de ver um bom jogo na Tv. O grande lance de você comprar o payperview é a obrigação de ver os jogos que comprou, senão você fica com aquela sensação de dinheiro jogado fora.

Pois bem, chego em casa, meus irmãos e respectivas filha/enteada estavam lá, mas não quiseram ficar pra ver o jogo. Fizeram bem. Eu fiquei e vi um jogo empolgante, depois decepcionante quando chegou ao seu final.

Todos sabemos que Celso Roth ADORA um volante, mas, justiça seja feita, ontem ele resolveu dar um tempo e não escalou os 10 volantes que ele gosta. Entrou num 4-4-2 bem interessante ao meu ver, bastante equilibrado, com 2 volantes (Joílson e Carlos Alberto) e 2 meias (Renan Oliveira e Tchô) no meio, Renteria e Eder Luis no ataque. Com isso, o time começou jogando pra frente, com boas chances de marcar, principalmente com Renteria, que fez excelente estreia. Inclusive jogou bem melhor que Eder Luis, fominha mais conhecido de Minas Gerais. Apesar do 0x0, o Galo jogou mais e teve melhor volume de jogo.

Que se transformou em gols, com Eder Luis, o fominha, que entrou livre, driblou Eduardo Martini e fez 1x0, aos 2min do 2º tempo. 5min depois, Renan Oliveira entrou livre e deixou Marcos Rocha (sim, o nome é esse mesmo) livre pra fazer 2x0. Aliás, de bom futebol esse aí só tem o nome, parecido com de um craque que abrilhantou a varzea brasiliense nos anos 90 e início dos 2000.

Enfim, com 2x0, o time recuou até tomar o primeiro gol. E aí desesperou!! Inacreditável!!! Como é que um time com 2x0 no placar treme para o Avaí dentro do Mineirão?!?!?! Não dá né. Algo está errado. Ainda mais quando Celso Roth mexe mal no time. Galo tomando pressão dentro de casa e coloca um lateral-esquerdo (Wellington Saci) e tira um atacante (Renteria)? Pelo amor dos meus filhinhos!!! Não podia dar em outra coisa. Júnior entrou no campo para fazer cooper e Paulinho (famoso quem?) entrou para também reforçar o meio de campo. Com os volantes que ele tanto gosta, o time do Galo tomou o empate aos 45min do 2º tempo.

Mas a grande questão é que não dá mesmo pra aguentar Édson no gol do Galo. Chega!! Cansou!! Enquanto era titular do Galo, tomamos uma infinidade de goleadas das Marias. Muitas delas por culpa dele e do Juninho (que já foi embora). Vejam os gols do jogo (clique aqui) e tenho absoluta certeza que vocês vão me dar razão. Tomar um gol desse aos 45min do 2º é de lascar. Torci pra ele quando ele entrou no gol do Galo (no lugar do grande Diego Alves, hoje na Espanha), mas não dá. A massa do Galo cansou.

Acabo de saber que Édson está fora do jogo contra o Grêmio (clique aqui). Já era pra ter ido embora junto com Juninho e dar chances ao Bruno e ao Renan Ribeiro, esse último, inclusive, titular da Selação sub alguma coisa e grande defensor de pênaltis da taça Bh de futebol júnior. Só que a decisão veio tarde. Por causa de mais uma falha dele, o Galo dormiu fora do G4 por mais uma rodada. Agora é ir pra cima do Grêmio, sair com um bom resultado (fora de casa, empate é goleada) e torcer pros outros times ajudarem. De novo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Prêmio (?) Multishow

Ontem de noite entrei no meu twitter e vi uma galera comentando sobre o prêmio Multishow. Pra quem mora em Marte e nao sabe o que é Multishow, é um canal de televisão "especializado" em cultura, música, etc, mas que passa uns filmes "pornosoft" (ou não) durante a madrugada. Integrado a rede Globosat, é um canal que, teoricamente, tem a pretensão de ser uma MTV melhorada, o que não é difícil, já que de música a MTV não passa mais quase nada.

Confesso que não assisti ao tal prêmio, por isso, estou escrevendo na base de depoimentos de "terceiros". Pois bem, quando se trata de música, o Multishow é mais eclético, já que exibe clipes de artistas de estilos diferentes, ao contrário da MTV que não exibiria, por exemplo, um clipe da Ivete Sangalo. Seria então uma alternativa, já que tem tempo que a música não é mais a primeira preocupação da grade da MTV. Acontece que, no ramo da música, quem ainda dá as cartas são as gravadoras e suas velhas práticas, e no prêmio Multishow não seria diferente.

Para se ter uma vaga ideia, os maiores vencedores foram Skank e Marisa Monte. Esses são dois dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, então não há o que contestar. Mas como aceitar que NXZero receba o prêmio de "melhor CD" e o Fresno de "melhor grupo"? Coincidência ou não, produzidas pelo "midas" Rick Bonadio, o mesmo que produziu Mamonas e Charle Brown. Ou seja, esse "prêmio" parecia uma festa de comadres.

Depois que eu passei a dar mais atenção ao chamado "mercado independente", eu descobri o quão o mercado "oficial" é perverso. Não porque as bandas independentes sejam melhores, ou as do "mainstream" o sejam. Mas muito me espanta saber que muitas bandas EXCELENTES do mundo independente não são conhecidas pelo simples fato de que algum manda-chuva da indústria não gosta. Ou seja, ficamos sempre vendo os mesmos, literalmente, OS MESMOS artistas.

Ontem no Prêmio Multishow, parecia um "museu de grandes novidades", como diria Cazuza. Sabem quem estava concorrendo, dentro outros? Marisa Monte, Skank, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo, Titãs, NX Zero, Fresno, Rita Lee, Pitty, Caetano... Até a banda "revelação", Banda Cine(famosos "quem?") era mais uma leva do Rick Bonadio. Aí que me pergunto: com tanta, mas tanta banda/artista bom(boa) por aí, teremos que engolir o que uma só pessoa nos mostra? Quando eu defendo a liberdade da internet como uma possível salvação da arte em geral, ninguém acredita.

Comecei a escrever esse post depois que li o mesmo assunto no blog "Estado de Circo" (clique aqui para ler também). Por isso amigos, usemos a internet para quebrar essa indústria que quase nunca nos deu opção de escolha...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Grande Les Paul

Demorei pra comentar, mas antes tarde que mais tarde...

Esses dias faleceu o grande Lester William Polfus, um velhinho simpatico que até os últimos anos de vida tocou guitarra até as 3 da manhã. inicialmente um guitarrista de jazz, Lester tocava de tudo, desde rock a country music. Lester gostava muito de música e gostava também de eletrônica. Por isso, ao perceber que os instrumentos criados recentemente por um certo Leo Fender não tinham muita amplitude, resolveu ir atrás, mexeu neles e acabou inventando um novo tipo de guitarra, com o corpo sólido que permitisse que o sustain natural do instrumento permanecesse por mais tempo. Mostrou para todas as fábricas de guitarras da época, mas apenas uma se interessou. Então, a Gibson pegou o protótipo de Lester e passou a fabricar sua guitarra, e batizou de Gibson Les Paul, o nome artítisco (e pelo qual seria eternamente lembrado) de Lester. Além de criar uma excelente guitarra, Les Paul criou também um dos maiores objetos de desejo de músicos do mundo, inclusive deste que vos fala.

Como já disse, Les Paul era um guitarrista de jazz e chegou até a gravar com Frank Sinatra. Depois partiu para a carreira junto com a esposa Mary Ford, e alcançou sucesso com várias canções. Tinha até um programa de Tv próprio, salvo engano, chamado "Les Paul and Mary Ford Show", quase um "Sonny and Cher" dos anos 50. Os anos se passaram e Les Paul ainda inventou o processo de gravação "multitrack". Pra quem não conhece, esse processo permite que o músico possa gravar um instrumento, depois gravar outro e depois equilibrar tudo (a chamada mixagem). O mestre até mostrou seu invento na televisão, e você pode entender o processo todo (clique aqui).

Como disse no começo, Les Paul tocou até quase o dia de sua morte. Talvez por isso ele tenha vivido tanto. Quando estive nos EUA, eu pude perceber o tanto que os velhinhos de lá são ativos, do tipo que anda de andador pra fazer compras no supermercado, e Les Paul não fugiu a regra. Fica aí a lição pra nós brasileiros.

Pra terminar, vale a pena ler o artigo que o Regis Tadeu, editor da Cover Guitarra, escreveu sobre o grande Lester (clique aqui). Aproveite e veja alguns videos dele no youtube (clique aqui).

Fim de semana de novo...

Uma das coisas que temos de melhor no futebol brasileiro é a variedade de times tradicionais no país, mesmo que muitos deles não estejam honrando a tradição já faz algum tempo. E nesse fim de semana, tivemos a volta e um desses times. O América-MG, um dos três maiores times do estado (os outros são o Galo e a URT, de Patos de Minas). O América-MG está até no Guiness Book como o time que mais vezes consecutivas conquistou um campeonato oficial (decacampeão mineiro de 1916 a 1925). É o verdadeiro rival do Galo, mesmo estando muitas vitórias atrás no confronto direto. Coisa que, aliás, o lado rosa da lagoa não consegue, mesmo com Libertadores, Copa do Brasil e o escambau.

Enfim, o Mequinha está na segunda divisão. Como sempre acontece nos times brasileiros, um problema político fez com que o América-MG saísse da Série A pra Série C, além de ser rebaixado também no estadual. Depois de muito trabalhar, conseguiu nesse fim de semana subir pra Segundona, depois de uma vitória sobre o Brasil de Pelotas-RS, por 3x1. Veja os gols e se você conhecer algum americano, dê os parabéns pra ele (clique aqui para ver os gols). Por incrível que pareça, eu trabalho todo dia com um. Tem gente lá em BH que nunca viu um cara com a camisa do América-MG na rua, vai entender.

Comentando a rodada, o Galo perdeu pro Corinthians jogando sem 5 titulares e 4 reservas. Algum time consegue alguma coisa jogando nessas condições? O Galo perdeu vários titulares por contusão e suspensão, além de mais dois que vieram do Corinthians e que, por força do contrato, não enfrentam o antigo clube. Jogou ainda sem a menor vontade, perdendo de 2x0 (clique aqui para ver os gols). Um resultado, teoricamente normal, porém vemos um Corinthians MUITO aquém daquele que foi campeão da Copa do Brasil e do Paulista desse ano. O grande problema é que agora o Galo viu o São Paulo entrar no G4 e agora estamos em 5º. Mas ainda temos 20 rodadas, dá chegar no final disputado o título e/ou na Libertadores.

Atendendo a pedidos, onde está Zakk Wylde? Faço essa pergunta porque o boato que rola é que Ozzy se cansou do pupilo e mandou de volta pra casa. Ozzy estaria procurando um novo guitarrista pra sua carreira-solo porque Zakk só faz um tipo de som, o que estaria desagradando o Madman. Ninguém sabe ainda quem seria o substituto, mas seja quem for vai ter trabalho, já que substituir Zakk Wylde não é pra qualquer um.

E vamos continuando, torcendo para que a semana continue legal.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Foi por pouco

Mineirão lotado, com 51mil pagantes. Rotina em dias de jogo do Galo. O que também virou rotina são jogos do Galo emocionantes e disputados. Ou seja, o maior de MG resolveu finalmente jogar como manda a tradição, com raça, vontade de vencer e pegada, ao contrário do time rosa de BH que gosta de jogar dançando balé.

Aliás, vale o registro de que, quando o Galo joga, o Mineirão treme. Quando é a vez das Marias, o Mineirão rebola.

Voltando, foi um jogaço. Jogo típico das tradições dos dois primeiros campeões brasileiros. O Galo, sem sua maior estrela Diego Tardelli, que substituía o marido de Stephany Brito que não anda jogando essas coisas. Do lado palmeirense, o xará do craque atleticano Diego Souza, que mostrou porque é considerado um dos melhores do Brasileirão/2009.

O jogo começa com um chute de Éder Luis, o maior fominha que já apareceu no Maior de MG. É impressionante a quantidade de vezes que o Galo perde os contra-ataques porque o Chico Bento prende a bola. Mas enfim, aos 5min ele chutou e Marcos aceitou. Galo sai na frente, mas a vantagem no placar parecia que não tranquilizar o Galo. O time estava claramente nervoso, não conseguia segurar a bola, e chamou o Palmeiras para o ataque. Os paulistas não pressionavam com muito perigo, mas tinham muito mais posse de bola e volume de jogo. Júnior esteve apagado, Éder Luis também, Renan Oliveira nem se fala. Num time que jogam 4 volantes, esperar criatividade é complicado. Coisa que sobrou em Diego Souza que fez bela jogada e cruzou para Ortigoza marcar o gol do empate.

No segundo tempo, jogo pra lá de disputado e o Galo conseguiu um penalti que caiu dos céus. Mas deixaram para Renan Oliveira bater. O menino tem 19 anos e volta de contusão, era mais que claro que não era pra ele bater. Num time que tem Carlos Alberto, Júnior, Eder Luis, Serginho e tantos outros mais experientes, jogaram o garoto no fogo. Resultado, Marcos cresceu pra cima dele e defendeu o penalti. Depois o Palmeiras ainda teve duas chances de virar, mas esbarrou principalmente na sorte alvinegra e na boa atuação de Bruno, que entrou no lugar de Aranha.

Agora, ganhar do Corinthians sem NOVE JOGADORES. Isso mesmo, leia com seus próprios olhos (clique aqui). O Galo é segundo, com um jogo a menos mas está 4 pontos atrás. Falta um "camisa 10" pro time do Galo, mas acho que ainda dá. Pena que agora, alem de ganhar os jogos, temos que torcer contra o Palmeiras. Aproveite e veja os gols e o penalti perdido por Renan Oliveira (clique aqui).

Aliás, é revoltante saber que a Globo preferiu passar um Fla-Flu de péssimo nível técnico ao invés de passar o jogo entre o primeiro e o segundo colocados do Brasileirão/2009. Impressionante...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Vai tomar na Estônia!!!

Estou aqui na UnB trabalhando com afinco quando lembrei que a seleção ia jogar na tarde desta quarta-feira. Procurei uma rádio pra escutar e não encontrei. Parece que o rapaz que não gosta de mim na informática bloqueou meu acesso a rádio Itatiaia. Tive que escutar via Jovem Pan, e particularmente achei bem ruim. O interessante é saber que ouvir essa narração da Jovem Pan é MUITO melhor que escutar o Galvão Bueno destilando suas pérolas.

Como disse, não vi, apenas escutei o jogo, mais por causa do Diego Tardelli, aquele que foi convocado no lugar do marida da Stephany Brito. Segundo o narrador, o jogo foi daqueles bem chatos. Robinho foi passear mais uma vez, e quando Tardelli entrou em seu lugar, o time ganhou mais movimentação no ataque. A nota triste é que Kleberson luxou o ombro e desfalcará o Flamengo por um bom tempo. Como a CBF não tem nada com isso, problema do Flamengo, que ficará sem seu jogador por 10 semanas, pelo menos. Veja o gol de Luis Fabiano (clique aqui) etorça para que os jogods da Seleção melhorem. O proximo é contra a Argentina.

Hoje à noite ainda tem Galo e Palmeiras. Sinto que Tardelli vai fazer MUITA falta. Mas vamos pra cima, fechar o primeiro turno como "campeão".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Grandes "perdedores"

Hoje fazem 25 anos que a geração de prata do volei perdeu a final das Olímpiadas para os EUA em 1984. Essa geração, que tinha Bernardinho, Bernard, Renan, e muitos outros, abriu caminho para a geração de ouro que conquistou a medalha de ouro em Barcelona/1992 e depois em Atenas/2004. Depois dessa "conquista", o Brasil modernizou e profissionalizou o volei, e hoje tem uma das mais fortes ligas do esporte, tanto no feminino como no masculino.

Como se lembraram de um vice-campeão, a Globo disponibilizou a disputa de penaltis entre Galo e São Paulo em 1977. É simplesmente INACREDITÁVEL que esse time nunca tenha sido campeão. Esse time de 1977 acabou sendo a base da última seleção a encantar o mundo, a da Copa de 1982 (pra mim, melhor que a de 1970). Olhando essa disputa mais de 30 anos depois, ainda fiquei triste, porque um time desses não podia mesmo ser vice-campeão.

Ouso dizer que esse time se compara com a Holanda de 1974, que era um time muito melhor que a Alemanha Ocidental mas perdeu, sabe-se lá porque. Coisas que só os Deuses do futebol entendem.

Vejam a disputa de penaltis de 1977 (clique aqui) e leiam sobre a conquista do volei (clique aqui).

domingo, 9 de agosto de 2009

Como um dia de domingo...

Acho que já deu pra perceber que eu acho a crise do Senado muito mais um jogo político do que propriamente uma tentativa de moralizar as práticas que lá são exercidas. Falo isso porque podemos definir crise como uma situação anormal que passa a acontecer de uma hora pra outra. Por exemplo, estão todos bem e de repente por algum motivo todo mundo começa a se lascar. Depois que acharam uma solução e todo mundo fica melhor, a crise pode ser considerada terminada.

Isso não acontece no Senado. Por um motivo simples. Todos nós sabemos que as práticas que aconteciam por lá não são de agora. Conheço pessoas que foram estagiários lá e contavam que, até com certa admiração, vários funcionários só chegavam para "trabalhar" duas vezses por semana, e mesmo assim para imprimir apostila de concurso, acessar a internet, jogar conversa fora, etc. Trabalhar mesmo não era a prática ali.

Por isso eu acho que o escasséu que a opinião pública (leia-se Folha, Estadão, O Globo e outros) faz sobre a chamada "crise do Senado" é quase demagogia. Esses mesmos meios de comunicação adoravam bajular Collor, Renan, o próprio Sarney, FHC, entre outros, fecharam os olhos para as denúncias contra esses e agora, sabe-se lá porque, se tornaram soldados da ética quando passaram 50 anos ou mais servindo aqueles que agora combatem.

Isso é muito louco, mas para você, caro leitor, entender melhor, basta ir no blog do Nassif (clique aqui) e ele te explica melhor que eu. Aliás, como sempre, sugiro acompanhar esse site, um dos mais legais que eu achei nos últimos tempos.
E feliz dia dos pais para todos os pais, em especial para o meu... :)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gripe e Twitter

O twitter ficou fora do ar durante toda a manhã. Foi um desespero para uma galera (inclusive pra este que vos fala). Mas muitos disseram que essa queda fez com quem a produtividade brasileira disparasse. Será? Vote na enquete ao lado.

E a UnB adiou o início das aulas para semana que vem. Será que vale alguma coisa? Comente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Na casa dos Nobres Senadores, parte 3

Alguém viu o discurso do Sarney hoje no Senado? Sério, jamais vi tamanha cara de pau. Mas o que mais me intriga não é a cara de pau de Sarney, mas de TODOS os senadores. Sarney ficou 50 minutos discursando, e todo mundo lá olhando pra ele, meio com medo dele resolver jogar no ventilador. Arthur Virgílio, dito como o salvador da moral pelos principais jornais do país, ficou em completo silêncio. Não vi, mas parece que a reunião do Conselho de Ética o bicho tá pegando. Mas como o Conselho de Ética é controlado por Sarney e companhia, a pizza tá pronta.

Quem quiser ler o discurso de Sarney na íntegra, clique aqui e se divirta.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Só uma cervejinha 2

Já falei aqui neste post sobre Ronaldo ser garoto propaganda de cervejas. Já falei também que não sou muito fã das bebidas alcoólicas, mesmo já tomando porres homéricos por aí. Mas recebi uma notícia no mínimo interessante hoje.

Segundo o twitter do presidente Alexandre Kalil e o site Superesportes, o Galo fechou um patrocínio com a Brahma. Ainda não sabemos dos detalhes, se foi bom ou não, mas devemos lembrar que um patrocínio de uma empresa do tamanho da Brahma, com certeza é uma boa. O problema, na verdade, é exatamente minha posição agora.

Por que? Simples. Se eu fui contra o patrocínio da Brahma em cima de Ronaldo, tenho que ser contra o patrocínio em cima do Galo por uma questão de coerência. Lembram que eu falei que uma galera aí bebe e faz besteira? E eu não gostava da propaganda do Ronaldo por causa disso? E agora com o Galo? Serei a favor? Não, mesmo que meu lado passional diga o contrário. Ou então farei o que me sugeriram aqui no trabalho. Eu apoio esse patrocínio, desde que o dinheiro venha de refrigerantes e sucos, como o guaraná Brahma por exemplo. :)

Esse fato me mostrou, mais uma vez, que o mundo dá voltas que ninguém entende. Nunca imaginaria que o Galo pudesse ser patrocinado por uma empresa do tamanho da Brahma, estou feliz porque finalmente estão começando a valorizar o Galo como ele merece, mas tenho que ser coerente. Vou torcer que o "patrocínio master" que o Kalil ainda deseja seja de uma empresa de outro ramo e aí sim eu possa comemorar de verdade.

Atualização às 19:01

Acabo de ouvir na Itatiaia que a Brahma, na verdade, fez um acordo para utilizar os espaços do Clube Labareda e Vila Olímpica, onde fornecerá seus produtos, e terá uma placa na Cidade do Galo e no banner na hora das entrevistas coletivas. Menos mal...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ó Minas Gerais...

Depois de visitar os milhares morros de BH, estou de volta a terra onde nasci para falar do assunto que mais sei escrever.

Definitivamente, não há lugar melhor que BH. Não sei o que acontece, mas toda vez que vou lá tenho vontade de não voltar pra Brasília. Sempre digo que o que mais falta em Brasília é gente na rua e não dentro dos carros. Diversas vezes eu me entristeço porque eu quero simplesmente andar e conhecer pessoas, mas, por incrível que pareça, isso aqui em Brasília é meio impossível. Dizem que isso acontece somente no Plano Piloto, nas satélites as coisas seriam diferentes. E talvez se eu já tivesse entrado no esquema concurso-moradia própria-bebedeiras no fim de semana, estaria mais adaptado a vida adulta brasiliense.

Toda vez que vou a BH fico perto da praça da Liberdade, que fica perto da Savassi, que fica perto da Afonso Pena. Ou seja, fico no meio da bagunça de BH. Andando um pouco tem shopping, mais um pouco tem restaurante, mais um pouco tem feira hippie, bar, o escambau. Por essas e outras, toda vez que vou a BH é sempre bem divertido. E além de ser uma cidade das mais legais, BH tem uma das coisa muito especial, que atende pelo nome de Clube Atlético Mineiro.

Dessa vez não fui ao campo. Como meu ônibus era as 20:30, chegaria atrasado, então fui num bar perto do hotel. Vi o primeiro tempo e grande parte do segundo. E posso assegurar que foi um dos melhores jogos do Brasileirão 2009. Quando Jonílson fez o primeiro e Tardelli (aquele que foi convocado no lugar do marido da Stephany Brito) fez o segundo, daria a impressão de goleada. Todo mundo no bar achou que seria fácil, até que o Coritiba diminuiu. Mesmo assim, o Galo continuou em cima, e por pouco não aumentou. Virou o segundo tempo, a pressão atleticana continuava, mas o gol não vinha. Até o zagueirão Welton Felipe (abre o olho Dunga!!!) foi ao ataque tentando o gol, mas perdeu na cara do goleiro. E como a máxima do futebol sempre diz que quem não faz leva, o Coritiba empatou quando finalmente conseguiu pegar a defesa atleticana desprevinida.

Mas aí entra o dedo do técnico. Celso Roth declarou durante a semana que Renan Oliveira tinha que decidir se ainda queria ser jogador de futebol, que faltava raça, etc e tal. Logo após o empate do Coritiba, Roth colocou Renan e Wellinton Saci faltando pouco mais de dez minutos pro jogo terminar. E foram deles a jogada do gol da vitoria, de Renan, aos 41min do segundo tempo. Vitória na raça, como todo atleticano gosta de ver.

Agora são dez dias de preparação para a primeira "final" contra o Palmeiras, já sem Tardelli, que vai pra seleção. Roth deve armar o time com Pedro Oldoni ou Renteria ao lado de Eder Luis, o fominha. Torcer também pro Grêmio pregar uma peça no Palmeiras e ganhar no Parque Antártica. Depois dos vacilos contra Flamengo e Goiás, o Galo tem tudo pra encostar e retomar a liderança.

E na próxima vez que eu for a BH, vou ver de novo todos os lugares que sempre vejo quando estou lá, além de ver jogo do Galo no Mineirão. Com certeza, é a melhor coisa que se faz por lá.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Homem de Futuro

Antes de ir para BH, que lugar melhor não há, tenho que compartilhar isso com vocês...

Sabe o Gilmar Mendes? Aquele do Supremo? Ele é um homem de futuro. Olha a vigência do contrato do Instituto de Brasiliense de Direito Público (de propriedade do Presidente do STF) com o Senado Federal clicando aqui.

Homem de futuro não?

Bom fim de semana a todos, até segunda...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Grande Juca!!

Tenho um amigo que durante todo nosso "tempo de convivência" mais frequente, ele afirmava que eu só gostava de jornalista chato. Tipo Kajuru, Trajano, etc. E um dos que eu mais gosto, disparado, talvez o meu preferido, seja o Juca Kfouri. Acompanho seu trabalho desde os tempos do "Cartão Verde" da Tv Cultura, na época que só existia 6 canais de televisão, a saber: Globo, SBT, Manchete, Band, Record e Tv Pública (até hoje me pergunto como isso era possível). Desnecessário dizer que o nível da Tv brasileira já não era essas coisas desde esse tempo, mas havia alguns esporádicos programas que valiam a pena ser assistido, e o Cartão Verde era um desses.

Tudo isso para introduzir o que li no blog do Juca hoje. É da coluna da Folha que ele escreveu hoje e é publicada regularmente. Concordo com todas as linhas. E é uma pena que cada vez mais o "estado laico" brasileiro desaparece na mão dos governantes, sendo eles pastores, padres ou bispos. Depois o Brasil se torna um "Irã" da vida sem ninguém perceber. Tomara que eu esteja errado.

O Galo de 76 a 85

Quem quiser entender como era uma das maiores máquinas do futebol brasileiro, entre no site do professor Idelber Avelar neste link. Esse texto mostra como são injustos os Deuses do Futebol. Um time que foi base da melhor seleção de todos os tempos (a de 82) no mínimo merecia melhor sorte. Coisas do esporte...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ele voltou!!!

E ai? Beleza?

O pesadelo do Rubinho está de volta. Michael Schumacher, o mito, aquele que fazia Rubinho sempre ficar em segundo e, quando não conseguia, tinha a equipe pra ajudar, voltou ao circo da Fórmula 1. Pelo menos até o dia que Felipe Massa poderá correr novamente. Segundo as últimas informações divlugadas, Massa está se recuperando bem, já até andou pelo quarto, mas deverá ficar de fora do resto da temporada e só volta ano que vem. Pelo o que eu já vi de Schumacher, é bem capaz dele chegar no fim do campeonato com chance de ser campeão e na frente do Rubinho ainda. Alias, coitado do Rubinho, estão dizendo que ele que é o culpado pelo acidente de Massa. Vacilo com ele...

Aproveito para lembrá-los que Diego Tardelli, o artilheiro da temporada, foi convocado por Dunga para o amistoso contra a poderosíssima seleção da Estônia. Desde 2002 o Galo não tinha um jogador convocado para a seleção da CBF, logo eu deveria estar feliz, correto? Mas não, pois no mesmo dia o Galo enfrenta o Palmeiras, e, do jeito que as coisas estão, será o chamado "jogo dos 6 pontos". Ou seja, o Galo perde seu melhor jogador para a seleção para que ele passeie na Estônia. Brincadeira né Dunga? Aliás, a CBF podia não colocar mais jogos do Brasileiro na chamada "Data FIFA", ajudaria muito.

Saiu o documentário do maior guitarrista depois de Jimi Hendrix. Randy Rhoads: Last Train Home deverá sair em setembro e conta com imagens inéditas de Randy Rhoads, primeiro guitarrista do Quiet Riot e da carreira-solo de Ozzy, e principal inflência de quem tocou guitarra nos EUA no início da década de 80. Esse fazia chover e eu estou ansioso para assistir esse documentário. Ou melhor, vou ter que assistir na internet, porque não vai passar aqui no Brasil e nem chegará em DVD. Apostam 1 real?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Notícias esportivas

Depois de uns dias fora do ar, volto a falar da rodada do campeonato brasileiro e dos acontecimentos esportivos do fim de semana.

Começando pelo susto de Felipe Massa, que provavelmente ficará até o fim do ano sem correr na Fórmula 1. Uma pena, porque ficaremos, mais um ano, torcendo para pilotos estrangeiros. Afinal, torcer pra Rubinho é perda de tempo, será sempre o segundo piloto das equipes. E Nelsinho Piquet está pra ser demitido da Renault, por não conseguir os resultados esperados. Muitos especialistas afirmam que o carro de Fernando Alonso é muito superior ao de Nelsinho, e por isso a diferença é tão gritante. Por isso, a revolta de Nelsinho com o seu chefe, Flavio Briatore. Se Nelsinho sair depois do GP de Valencia (e se tiver o mesmo temperamento que o pai dele), com certeza a gente vai ver mais um bate-boca público entre os dois.

O Galo não conseguiu furar da retranca do Goiás e acabou perdendo por 1x0 dentro do Mineirão lotado por 50mil atleticanos. O jogo foi um dos mais feios e truncados do campeonato e mostrou a grande deficiência do time atleticano: a falta de um meia, essa posição que está em processo de extinção no futebol moderno. Afinal, ou se é volante ou se é atacante, e a criatividade e arte do futebol brasileiro vão sumindo. O Galo necessita muito do chamado "camisa 10", como é Wágner no time das Marias. A primeira opção seria Renan Oliveira, que está machucado e fazendo tratamento. Ainda temos Evandro, que entra no lugar de Júnior em TODOS OS JOGOS, além de Chiquinho e Yuri vindos da base. Mas nada que uma boa contratação não resolva. Começamos bem, já que Renteria chega na quarta e Pedro Oldoni já foi apresentado. Agora é ganhar do Flamengo e torcer contra o Palmeiras.

E mais uma vez o Brasil venceu a Liga Mundial de vôlei masculino. É impressionante como Bernardinho conseguiu todas essas conquistas. O Brasil é o time a ser batido hoje, ou melhor, continua a ser o time a ser batido. Com uma seleção renovada, coube ao experiente Giba a última bola do jogo. Os novatos conseguiram manter o nível dos antigos e agora podemos ter novamente esperanças de novas conquistas.

E vamos reativando o blog...

sábado, 25 de julho de 2009

E no lar dos nobres senadores 2 - a missão

Às vezes acho que o Brasil é o país da hipocrisia. Depois de ler esse texto, achei que somos um país um tanto quanto estranho.
Já me pronunciei algumas vezes sobre o nobre senador e ex-presidente José Sarney. Se quiser saber, cliquei na tag "José Sarney" ai a direita para ver todas as postagens sobre o tema. Não acho e nunca achei que esse nobre senador trabalhasse pelo bem do Amapá, afinal ele se elegeu por esse estado. Podemos avaliar seu mandato de senador pelo desenvolvimento que aconteceu neste estado a partir da eleição dele.

Mas o que mais me chama a atenção não são as atitudes de Sarney. É o falso moralismo com que os meios de comunicação e outros senadores passaram a tratar o tema. Sarney está na vida pública há 40 anos, quando conseguiu desbancar outra família na eleição no estado. Mas, como geralmente acontece no Brasil, ao invés de moralizar, aproveitou-se da boquinha que conseguiu. Nesse caso, trocou-se os nomes,mas as práticas continuaram as mesmas.
E é exatamente isso que acontece no Senado. Sarney é o presidente, o mais visível e deve ser punido. Mas somente ele? Heráclito Fortes empregava a filha de FHC em seu gabinete e ela "trabalhava em casa" e raramente aparecia por lá. Segundo o Noblat nesse link, pelo menos 5 senadores possuem servidores que chegaram no Senado sendo estagiários da gráfica. Agaciel Maia mandava e desmandava desde 1995, quando se tornou secretário-geral. Luis Nassif lembra que durante o governo Sarney ele sempre pedia a benção a Roberto Marinho (e aproveita para dar uma cutucada no Lula). Ou seja, todas essas atitudes são conhecidas desde muito tempo, por que só agora vieram a tona? Sarney é colunista da Folha há muitos anos, prorrogou o Plano Cruzado para ajudar a eleger candidatos do PMDB e que custou muito a economia nacional, mas agora, para a Folha, ele virou o câncer da corrupção no Brasil?

Ai que fica a pergunta: Por que só agora? Vou bater nessa tecla até que esse caso acabe. Ou derrubam Sarney e todos os outros, ou ficará provado que a intenção não é de moralizar coisa nenhuma, é só desestabilizar. E ai, trocam-se os nomes mas as práticas continuam. Como sempre.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Us Pirata - A missão

Como você pode ver aqui, já falei um pouco da existência do partido pirata. Esse partido já possui um membro eleito no parlamento europeu e tende cada vez mais ganhar novos adeptos. Acompanho o site deles e muitas coisas me fazem pensar. Uma delas é esse texto aqui.

Isso me faz lembrar que devemos mudar nossos conceitos sempre. Claro que existem pessoas más que praticam o mal sem culpa alguma, mas muitas vezes vemos pessoas que roubam por necessidade. E isso é bem triste. Enquanto não conseguirmos colocar todos os cidadãos em condições iguais, tanto de acesso como de compra, as coisas não mudarão e novos piratas surgirão.

Alías, se você é, como eu, um defensor da liberdade na internet, sugiro acompanhar esse site. Sempre traz notícias bem interessantes.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vida longa ao Rei!

Alguém aqui já participou dos encontros de estudantes universitários que acontecem país afora? Que eu saiba, existem o Interodonto (de odontologia), o ENED (de Direito), Interbio (de biologia e saúde, salvo engano), e muitos outros. Esses encontros (teoricamente) servem para que os estudantes de diversas áreas discutam a situação de seus cursos e troquem experiências para que o ensino em suas faculdades melhore cada dia mais.

Mas é óbvio que isso não acontece para a maioria deles. Vide o que alguns estudantes fizeram nas escolas de Brasília quando a UNE realizou seu último congresso aqui em Brasília. Claro que não podemos culpar somente a UNE por todas as "atrocidades" cometidas, mas esse comportamento mostra que o estudante brasileiro em geral não está nem ai para as discussões políticas que ocorrem nesses encontros. O que, ao meu ver, fazem muito bem.

Por que? Simples. A sociedade brasileira não pensa no bem comum. Quem entra com boas intenções para corrigir os problemas enfrentados por qualquer segmento da sociedade sai completamente discrente do "sistema". Quem entra na UNE não quer melhorar as condições estudantis, na verdade almeja um cargo de deputado, vereador, essas coisas. Sempre foi assim e sempre será. Por isso, faço votos para que os estudantes curtam seus encontros nacionais e voltem pra casa com histórias incríveis.

Na biblioteconomia, não é diferente. Todo ano acontece o ENEBD (Encontro Nacional de Estudantes de Biblioteconomia e Documentação). Esse ano foi no Rio de Janeiro. E como todo ano, o rei estava lá.

Explico. Desde seu ingresso no curso de Biblioteconomia, salvo engano em João Pessoa-PB, Júlio Rei participou de todos os ENEBDs. Eu já fui em três e nos três ele estava lá. Completamente bêbado durante TODOS OS DIAS do encontro e durante a palestra final. Júlio sempre falava que adorava ir nos ENEBD's e tal, e todo mundo brincava que ele iria fazer mestrado/doutorado sobre o encontro.

Mestrado/doutorado não sei, mas monografia da graduação com certeza. Olha o que me foi enviado hoje. Quem é da biblio e não conhece Júlio Rei, clique neste link para conhecer e se apresentar no próximo ENEBD, coincidência ou não, será em João Pessoa.

Em tempo: ele é chamado de "Rei" exatamente por estar em todos, repito, TODOS os ENEBDs. Até hoje fico abismado em saber que tem gente que nunca foi a nenhum. Depois reclamam da vida universitária.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

ACM no dos outros é refresco...

Acho que já falei de ACM aqui algumas vezes. Ou não, vá saber.

Mas pra mim esse sujeito representa todo o atraso que o Brasil se submeteu durante décadas. ACM apoiou a ditadura, virou a casaca quando os militares sairam do poder e apoiou Sarney, esse mesmo que está na presidência do Senado e que está se mantendo de pé sabe-se lá como. ACM virou ministro das comunicações de Sarney e fez uma das maiores farras de concessões já vistas neste planeta. Depois do fim da Tv Tupi e início do auge da Globo, ACM distribuiu muitas concessões principalmente da Globo, tanto de tv como de rádio, para os companheiros oligarcas. Qualquer dúvida, consulte este link para entender como funcionam as concessões no Brasil e saber também que 10% dos deputados e 1/3 dos senadores controlam rádios e tv's pelo Brasil afora.

Tudo isso para falar de um vídeo que eu assisti no Youtube esses dias. Depois que a (ainda) governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius foi acordada com o protesto dos professores da rede pública do estado, o repórter Leandro Fortes, em seu blog, lembrou um episódio de ACM com outro repórter da Tv Itapoan, retransmissora do SBT em Salvador. Neste link dá pra ver o vídeo e o texto escrito por Leandro. O vídeo está nos comentários e é simplesmente genial. E temos que bater palma pra esse repórter, onde ele estiver. Foi bastante corajoso. Particularmente, queria ter a coragem desse sujeito.

Aliás, aconselho a leitura do blog desse cara, muito "instrutivo"...

Aleluia Senhor!!!!

Eu juro que acreditava já ter visto de tudo nessa vida, até me deparar com este blog. Acho que vou parar de entrar na internet pra não ver mais coisas desse tipo.

Até 2014

Clique aqui para ler que a Copa no Brasil já tem preço. Precisamente R$80bilhões, 30% a mais que todo o investimento da maior empresa do país, a Petrobrás. Esse dinheiro será destinado a obras, basicamente, de infra-estrutura, como reforma de aeroportos, sistema de transporte, segurança, etc. Ou seja, teoricamente são obras que eram necessárias havia muito tempo mas que só agora acharam o motivo de realizá-las, e esse motivo atende pelo nome de Copa do Mundo no Brasil em 2014.

Mais interessante é saber que em 2007 os Jogos Panamericanos custaram uma grana pro país e não deixaram nada a não ser construções abandonadas. O Engenhão, agora estádio do Botafogo, não realiza provas esportivas a não ser jogos de futebol, mesmo tendo uma excelente pista de atletismo. A piscina do Maria Lenk está abandonada e não deve ser usada caso o Rio seja escolhido pra cidade-sede das Olimpíadas 2016 porque não segue as normas do Comitê Olímpico Internacional. A Arena Multiuso só funciona para shows e outros espetáculos culturais. jogos de Basquete e torneios de Judô só em outros locais. Ou seja, de legado para o esporte, nada, ou quase nada, se aproveitou.

Esse é o nosso país tropical, abençoado por Deus (?) e bonito por natureza...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Para refletir

Sendo um pouco "logosófico", hora de refletir...

Alguém já foi ao exterior? Eu fui aos EUA uns 3 anos atrás e foi uma experiência incrível. Deu pra ver porque eles são o país mais poderoso do mundo. Por maiores que sejam as críticas em cima dos norte-americanos (que sao todos meio malucos mesmo), você percebe a grande diferença entre eles e o Brasil: lá as coisas funcionam. Exemplo, você raramente vê buracos na estrada, lixo no chão, o transporte público funciona, etc e tal. Essa parte de serviço público é realmente primorosa. Coisa que falta aqui no Brasil.

Mas, os estadunidenses e outros estrangeiros resolvem vir ao Brasil para se divertir e conhecer algumas pessoas. Quem já foi pro estrangeiro percebe que o povo de lá realmente é bem mais frio e seco do que nós brasileiros, então eles saem de lá e vem pra cá em busca de diversão.

"Diversão", no caso, significa, desculpe o termo, PUTARIA! Sim, caros leitores, vocês acham que eles vem aqui conhecer praias, eventos culturais, fazer caridade? Coisa alguma!! Vem pra cá pra pegar umas brasileiras mais afoitas. Eu tinha uma professora de direito que ela falava que as brasileiras são má vistas e que tudo era culpa do que a mídia internacional falava do Brasil. Será mesmo?

Esses dias a EMBRATUR pediu que se retirasse de circulação o guia turístico "Rio For Partiers", ou, em tradução livre, "O Rio para os Festeiros". Como vocês podem ver no link, eles ensinam até a chegar nas cariocas, sendo que elas são divididas em 4 grupos. O mais interessante é uma das classificações do guia é a mulher "Popozuda", que segundo o guia, "são “máquinas de sexo" com "grande bunda”, e sugere: “Bom investimento, já que o motel é sempre uma possibilidade com estas gatas... se você também é sarado”. Mas a Embratur foi derrotada, por enquanto.

As feministas mais exaltadas gritarão "que absurdo!! Que pouca vergonha!!! Que blasfêmia!". Mas será mentira? Sério, estamos todos acostumados a ligar a tv e a Xuxa mostrando as funkeiras do morro rebolando pra câmera as 10 da manhã, ligar na Rede TV e ver o mesmo as 4 da tarde, ir nos "bailes funk" que acontecem por ai e vermos meninas de 13 anos fazendo o mesmo e achamos ruim quando um gringo vem aqui falar as coisas que acontecem no país? Quantas mulheres vocês conhecem que se enquadram no na descrição do guia? Eu conheço umas 3 e nenhuma delas é carioca.

Não que eu ache certo o que o tal guia fez, mas pra mim fica mais a impressão de hipocrisia tanto da Embratur (que não combate o turismo sexual de forma efetiva) quanto da sociedade brasileira, condenando uma coisa que acontece regularmente no país. Ou alguém realmente acha que essas coisas que apareceram no guia é mentira?

Pensem nisso...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Maria Maria - A Missão

Li esse texto no blog Crítica da Bola e achei muito bom. Não somente porque fala da derrota das Marias na Libertadores, mas porque diz uma coisa muito verdadeira. Futebol não é estatística. Enquanto torcedores acharem que futebol é um mais um, continuaram sendo motivo de chacota. Quando entenderem que futebol é BEEEEEEEEEEM mais complexo, aí sim poderemos discutir.

Lembrando que, se o time das Marias fosse forte, não seria Cruzeiro, seria EURO!! :)

Segue o texto abaixo.

O Que Significa a Derrota do Cruzeiro?

E o Cruzeiro perdeu a Libertadores dentro de casa. Alguém mais experiente, pouco impressionado com o oba-oba promovido pela mídia, poderia pressentir o que era uma tragédia anunciada. O clube de Belo Horizonte entrou em campo já campeão, só se esqueceu de avisar o time do Estudiantes. Três dias antes, contra o maior rival Atlético, a torcida celeste gritou "Olé" enquanto seu time perdia. Não ousou fazer o mesmo na noite de quarta-feira. Enfim, foi um verdadeiro Mineirazo.

Em primeiro lugar, é preciso apontar que a festa antecipada da torcida era inevitável. A grande mídia, como de costume, foi irresponsável e fez coro. Poucos foram os que apontaram o óbvio - um empate fora de casa contra um finalista da Libertadores não garante nada. O mercado midiático faz com que os jornalistas esportivos digam o que os torcedores querem ouvir em vez de oferecerem uma análise qualificada e séria. Nada mais previsível, quem faz o contrário é crucificado pela torcida. Não consigo entender gente que prefere ler que o time será campeão quando ocupa a parte de baixo da tabela em vez de uma análise séria. Se é pra iludir, devíamos deixar as colunas nas mãos de representantes dos clubes.

Pelos mesmo motivos, ninguém agora ousa apontar culpados. E o culpado foi Adílson Batista. Apesar do bom trabalho, ele sempre pecou pela inexperiência. E dessa vez ficou claro que esse foi o motivo da derrota. Era papel dele conter os ânimos da equipe e não deixar o clima de "é campeão" contagiar os jogadores. Falhou.

Dito isso, e agora que a tristeza cruizerense - abafada pela festa atleticana, que respondeu de forma brilhante às provocações de domingo - arrefeceu, é possível avaliar o significado desse jogo com mais responsabilidade.

Digo desde já que não acho que ele tenha tido grande importância. O Cruzeiro continua sendo o único clube de Minas Gerais com dois títulos da Libertadores da América e, ainda assim, o segundo clube do estado.

É possível analisar um clube pelo número de títulos? Apenas para aqueles pobres de espírito que nunca entenderão do que se trata o futebol. Jaeci Carvalho, carioca que trabalha na imprensa mineira, fez uma dessas comparações estapafúrdias. Colocou Atlético ao lado de Cruzeiro e disse que "só estão empatados no número de (campeonatos) brasileiros". Se fosse assim tão fácil, poderíamos demitir todos os jornalistas que trabalham cobrindo o esporte. Um estatístico bastaria. Também poderíamos deixar de passar horas e horas nos botecos, nas praças, no trabalho discutindo e revivendo grandes momentos que fizeram parte de nossa história. E futebol é isso - história.

Não é muito difícil comprovar esta tese. Muitos dos campeonatos hoje considerados importantes, como a Libertadores, já foram desprezados. Nas primeiras décadas da disputa da Copa Libertadores, por exemplo, era comum que clubes brasileiros privilegiassem clássicos regionais e enviassem a equipe reserva para o campeonato continental. Isso ainda acontece em alguns países. Os míopes jaecis esquecem também que os campeonatos mais respeitados só começaram a ser disputados há poucas décadas. O futebol brasileiro - e o mineiro, por causa de Atlético e Vila Nova - são centenários. Joga-se 60 anos de história no lixo?

A Copa do Brasil, por exemplo, tinha tudo pra ser uma copa respeitada. Quando os times que participam da Copa Libertadores deixaram de disputá-la, se tornou um torneio desprezado. Eu já ouvi da boca de dirigente que existe a idéia de se extinguir a Libertadores (ou transformá-la em algo parecido com a atual Sulamericana) e se fazer um torneio mundial de clubes mais extenso. E que isso só não acontece pois a Champions League é muito lucrativa.

Se um novo patrocinador exigir uma mudança no formato e no nome da atual Libertadores, toda a sua história deixará de ser relevante? Não, óbvio que não. Mas não pensam nisso os que acham que o futebol se resume a uma tabela com números.

A mágica, a graça do futebol está justamente em que ele é um fenômeno maior que o esporte e as confederações. Ele mobiliza a paixão de milhões e, assim, a grandeza de um clube só pode ser medida em função disso. Não quero dizer que títulos não são importantes, óbvio que são. Fazem parte da história do futebol, são fundamentais. Mas um título não é igual a outro.

Alguém acredita que o título do campeonato paulista conquistado pelo Corinthians em 1977 vale tanto quanto o desse ano? Ou que a conquista da Copa do Mundo de 1970 vale tanto quanto a de 2002? Ou que a derrota do Fluminense na final da Libertadores vale tanto quanto a do São Caetano?

Não valem, pois o futebol é história e não números. E é essa história, formada por vitórias e derrotas, títulos e vice-campeonatos, que gera ídolos, torcidas, rivais. E é nisso que reside a grandeza de um clube. Torcer não é fazer uma aposta racional no clube que tem a maior probabilidade de conquistar o mais novo título da moda.

Um possível título da Libertadores do Atlético valeria mais do que o do Cruzeiro. E isso se deve ao fato de que Galo é o clube mais tradicional de Minas Gerais e tem a torcida mais apaixonada, e isso só a história explica. A torcida do Galo, talvez por ter sido tão roubada, tão frustrada, não se abate e apóia sempre. A do Cruzeiro é a exigente. Em uma final de Libertadores, se omitiu e deixou de apoiar o time assim que levou o gol de empate. Parte das torcidas organizadas deixou o Mineirão após a virada.

Aqueles que se impressionaram com as manifestações atleticanas pela derrota do rival não sabem de nada. Se o Galo estivesse em uma final da Libertadores, Minas Gerais estaria parada.

sábado, 18 de julho de 2009

Constante Queda

É com grande prazer que depois de tanto tempo que dou início a Coluna "Novos Textos". Como já havia explicado aqui, resolvi abrir espaço a quem quiser publicar seus textos aqui neste blog. O primeiro texto é de um grande amigo da época da UnB, Filipe Soares. Quem quiser postar textos aqui no blog, basta entrar em contato através do email ao lado: simplescapital@gmail.com

Até o próximo texto.

Constante Queda

Já tinha ouvido falar em uma viagem que o ser humano estava em "constante queda". Viajando pela mídia encontrei uma notícia da BBC falando de um cara chamado Kerry Skarbakka que tira fotos baseadas na filosofia de um cara chamado Martin Heidegger que ao que parece foi um filósofo que escreveu sobre o fato da existência humana ser um processo de constante queda.



Alguns momentos da vida realmente parecem ser uma queda constante. Quando você vê sua cidade virando um caos é uma queda, uma queda na sua qualidade de vida. Fico triste em perceber que a cidade onde eu nasci tenha virado uma selva de carros nervosos e pessoas problemáticas com o mínimo senso de compaixão e coletividade. Brasília está caindo na mesmice, virando uma cidade grande sem graça.



Assim de cima parece que está tudo tão tranquilo. Parece uma cidade pequena, provavelmente essa foto é antiga. Eu realmente gostava de Brasília, agora tenho vontade de mudar para um lugar mais tranquilo. Uma cidade do interior de Minas Gerais. Pena que não tem como ganhar o dinheiro que eu ganho aqui em algum lugar mais tranquilo. É tudo uma questão de preço e ninguém quer abrir mão da bufunfa porque é com ela que a gente compra o auxílio à felicidade plena. Para não dizer que falei de eufemismos, dinheiro não compra felicidade, mas ajuda que é uma beleza!

Filipe

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Foi pouco...

Acho que o título do post define bem como foi a partida entre Galo e São Paulo. Como definir um jogo que começa com um zagueiro de seleção perdendo uma bola para o artilheiro da temporada em frente a grande area? Foi o que aconteceu no primeiro minuto de jogo no Mineirão, estádio do Galo. Tardelli parece que se encontrou em BH porque está fazendo gols que não fez nem no São Paulo e nem no Flamengo, os dois últimos times que jogou. Dizem, aliás, que os ex-são paulinos do time do Galo resolveram mostrar serviço logo sobre o ex-time. Sorte do Galo.

Esse jogo me surpreendeu. Primeiro pelo início, pois com 10 minutos de jogo o Galo já tinha criado 3 oportunidades de gol e feito um. Depois pelo volume de jogo. O São Paulo esqueceu o futebol que fez dele o time tri-campeão do Brasil. Ricardo Gomes ainda tem que ter aprender muito pra ser técnico de futebol. Seu time não tem nenhum padrão de jogo, o que é assustador pra quem se acostumou a ver o São Paulo ser o São Paulo campeão tantas vezes. Ver esse time é decepcionante. Para falar a verdade, eu já esperava, porque Muricy é um técnico fora de série e Ricardo Gomes tem que comer muito feijão pra chegar a algum nível. Por isso o nível do time caiu tanto.

Agora o Galo tem que manter o foco. Dei uma olhada na tabela e vi que os últimos jogos são contra Inter e Corinthians, salvo engano. Ou seja, se o Galo se mantiver nesse ritmo, poderemos ter duas "finais" no fim do ano. Por isso, já estou me previnindo, marquei uma consulta no meu cardiologista de confiança para ver se está tudo certo. Vamos torcendo, já que entrar em campo e fazer gol a gente não pode.

Até a próxima...

Maria Maria...

Nunca escondi a minha preferência na decisão da Libertadores. Torci como um louco pelo Estudiantes (gritei alto quando marcaram o segundo gol), mas não foi somente pelo fato do rival estar na disputa. São outros quinhentos.

A explicação é simples. Lembrando um pouco da história, quando as Marias ganharam em 1997 jogando contra o tradicionalíssimo time do Sporting Cristal, do Peru, elas não eram lá essas coisas. Afinal, eram campeãs da América mas tinham perdido 4 vezes pro Galo em jogos oficiais durante o ano. O Galo, inclusive, seria campeão da Copa Conmebol, a Copa que hoje se chama Sul-Americana e tem apoio da Rede Globo. Pois bem, naquele ano, eu torci contra como torci agora, mas com uma diferença. O time daquela época era muito mais humilde (e muito pior também). Aquela final doeu, mas um dia depois eu nem estava ligando, porque eles quase foram rebaixados e voltaram do Japão com dois gols alemães do Borussia Dortmund. Se tivesse ganho esse ano, com certeza as Marias estariam muito mais arrogantes que de costume.

Ontem, o timaço delas entrou em campo achando que o título estava ganho. Eles se esqueceram apenas de avisar Verón e companhia. Não se lembraram também que o futebol argentino tem como sua principal característica a garra, a vontade de vencer (fora a técnica excepcional que seus jogadores possuem). Todos sabem que os argentinos têm 21 Libertadores (desde ontem 22) e isso não acontece por acaso. O otimismo era tanto que Mauro Cezar Pereira, da ESPN, que estava no estádio para cobrir o jogo, percebeu um clima de otimismo tão grande que escreveu no Twitter: “O otimismo da torcida celeste é tamanho que já ouvi até uma voz agourenta por aqui com a frase típica: "cheiro de tragédia no ar". Será?”

E aconteceu. Confiaram demais em Kleber, aquele atacante que adora distribuir cotoveladas durante o jogo e depois reclama que é perseguido. Podia parar de reclamar e falar demais. Ontem deu um empurrão em Verón na frente do juiz e tomou cartão amarelo a toa. Ramires depois que voltou da seleção não é mais o mesmo, talvez pensando nos euros que vai ganhar no Benfica. Adilson Batista resolveu dar uma de “Professor Pardal” (de novo) ao tirar Wagner para por Athirson, levando Gerson Magrao da lateral para a meia. Esqueceu que Magrão nunca se destacou no meio, e depois dessa alteração, sumiu no jogo. Pra mim, as Marias perderam nessa hora. Wellington Paulista ficou muito mais preocupado em revidar as provocações argentinas e se esqueceu de jogar futebol. Ou seja, o time argentino, que havia jogado melhor e colocado Fábio pra fazer milagre em La Prata, soube aproveitar as falhas do time brasileiro e saiu com o título.

E pra piorar, ainda teve Dunga, Aécio e Serra no Mineirão. Com os 3 juntos o Brasil não vai pra frente de jeito nenhum. E como as Marias "representavam" o Brasil, adivinhem o que aconteceu...

Portanto, acho pouco. O “Mineirazzo”, em alusão a tragédia da Copa de 1950, vai ficar na história dos argentinos como um momento de superação, enquanto que esse jogo vai ficar na história das Marias como um ensinamento, de que a humildade tem que ser sempre relevada.

Parabéns aos argentinos e "Gracias Verón!!!"

Até a próxima...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

E no Lar dos Nobres Senadores...

Clique aqui para ler o que acontece quando a mídia descobre algo que já acontecia havia muito tempo. Sem dúvida, muito interessante. Vale destacar também o comentário de Luis Nassif, principalmente a parte que ele diz que não viu nenhuma notícia sobre as mordomias dos jornalistas políticos. Ou seja, o funcionalismo público é procurado porque é "tranquilo", mesmo todo mundo sabendo que essa "tranquilidade" não seja lá muito ética e, porque não dizer, honesta. Afinal, ninguém quer saber de nossos direitos, mas se mexer com os privilégios, nao quero nem estar perto.

Em tempo, vale lembrar que no longínquo ano de 2003 fui "estagiário" da Biblioteca do Senado Federal, sumariamente demitido por não me vestir adequadamente (segundo dizem). Curiosamente (ou não), quem entrou na minha vaga foi um rapaz cuja mãe trabalhava no Senado. Coincidência? Como eu já disse anteriormente, essa bomba ia estourar a qualquer hora. E estourou agora.

Ou não...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Manifesto MPB

Retirado do site do Partido Pirata...

Manifesto Música Para Baixar...

É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.

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domingo, 12 de julho de 2009

O sistema é o problema

Ontem eu vendi meu baixo Corvette Bass Rockbass by Warwick.

Sabe aquela sensação de término de namoro ou separação no casamento? É mais ou menos isso que a gente sente quando nos desfazemos de um instrumento que gostamos. Como já disse em outro post, eu possuo alguns instrumentos em casa e cada um deles tem suas peculiaridades, e como dono, eu sei cada uma deles.

Contando um pouco da história do Warwick, comprei usado numa loja em São Paulo, na famosa rua Teodoro Sampaio. Na mesma loja, tinha um baixo Rickenbacker, igual ao do Paul McCartney, que valia 7 mil reais. Era aquele famoso baixo 4003 que Paul usou durante a fase psicodélica dos Beatles e em boa parte de sua carreira-solo. Quando eu olhei pra ele, na hora pensei que ele seria o próximo.

Comprei esse baixo em 6 vezes no cartão de crédito. Geralmente não faço compras no cartão, mas a época era propícia. Depois de sair da Vinils, finalmente me via numa banda em que eu me sentia parte daquela engrenagem. A Lastro era uma banda de caras desconhecidos que se conheceram e inexplicavelmente tinham afinidades musicais comuns e que, em poucas vezes na minha vida, encontrei algo parecido. Erámos quatro, eu cantava e tocava baixo. Nos primeiros ensaios, percebemos que tinhámos potencial para deslanchar. Eu mostrei uma música pra eles e, surpreendentemente, eles gostaram. Em 3 meses de banda eu tive mais shows que 90% das bandas que eu já tinha tocado.

Mas o interessante mesmo foi a forma como acabou. Tinhamos um show marcado e as músicas não estavam rendendo. Paguei um sapo geral. Interessante observar que geralmente eu sou muito quieto e não faço essas coisas. Talvez por saberem disso que a repercussão tenha sido tão negativa. No dia seguinte, recebi um email de um deles falando que se sentiu ofendido e tudo mais, e por isso estava fora. Detalhe, era um cara que deve ter hoje uns 35 anos, na época tinha uns 32, ou seja, não era uma criança, teoricamente. Depois disso, me reuni com os outros três, tentando resolver a situação. Não deu, e a Lastro virou passado e meu baixo ficou sem uso.

Esses dias encontrei um deles aqui na BCE e ele veio me perguntar porque eu resolvi vender minhas coisas. Quase falei que era por causa de pessoas como ele. Mas enfim, deixemos que ele continue estudando para passar num concurso, casar, ter filhos e gastar o salário na terapia porque não aguenta trabalhar no serviço público.

Depois deles, tive pelo menos mais umas 20 tentativas de voltar a tocar. A Jacu de Botas não conta porque nós só nos reunimos dias antes para tocar em dois eventos, no Forró Utópico em junho e na Confraternização de Natal em dezembro. Todas as bandas eu tive o mesmo problema. Por medo, por causa do trabalho, da namorada, ou por falta de vontade mesmo, a galera sempre dizia que tinha outras prioridades, que música é incerto, todo esse papo. Não discordo, eles tem um pouco de razão (mas a razão é só o que eles tem, como diria HG). Mas eu sempre quis alguém para dividir o sonho, pois nunca me senti seguro o suficiente para que tentasse esse sonho sozinho. Talvez o povo realmente ache que tocar numa banda seja coisa de adolescente. Vá saber...

Aceitar os fatos não é das coisas que eu mais tenha facilidade. Meu baixo é o primeiro passo, tenho uns outros 15 pra dar ainda. Já tentei fazer isso antes e quando alguém falava "não, repense, deixe isso pra lá", eu realmente esquecia e deixava pra lá. Pela primeira vez na minha vida eu escuto essas coisas e não esqueço e volto a tudo como era antes. Minha racionalidade hoje fala pra eu esquecer essa coisa de me destacar naquilo que fazemos de melhor. Sejamos agora parte do bando de burocratas governamentais que estão mais interessados em receber seu salário do mês sem ao menos se perguntar porque estão recebendo aquilo. Mas, como sempre falo, a história me dará razão. Daqui uns anos, vamos ver quantos estão realmente felizes nas condições que se encontram.

Até a próxima...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Enquanto isso, na blogosfera...

Contarei um pouco de minha história. Nasci e cresci em Brasília, capital do país, numa família historicamente ligada a "luta de classes", vamos assim dizer. Pai funcionário público e mãe professora, classes geralmente mal tratadas pelos governantes que passaram ao longo dos anos, cresci num ambiente onde a política sempre é debatida. Como já estou chegando aos 30 anos, me lembro de governos como o de Sarney, Collor e Itamar. Mas me lembro com mais clareza do governo FHC, que tentou de todo modo vender o Brasil e, sabe-se lá como, não conseguiu, apesar de ter vendido boa parte do país.

Isso é somente para introduzir que, apesar de achar que o Serra será o presidente do Brasil em 2010, não acho que ele será uma boa pro país. Ele tem grandes chances de transformar o país naquela pocilga que era entre 1995 e 2002. Por que? É só clicar aqui para saber que o prêmio que Serra recebeu hoje não é lá essas coisas (e foi divulgado com toda pompa pela grande mídia), aqui pra saber que ele não gosta muito de imprensa livre, e aqui pra saber que ele não é economista, mesmo constando isso na sua ficha do TSE. Pra finalizar, clique aqui para saber a posição da ONU no caso da premiação do governador de São Paulo. Ou seja, será que a mudança que o país merece começa através de José Serra e no PSDB?

Antes que me chamem de "comunista comedor de criancinhas", não me considero um defensor de Lula/PT, acho que o governo deles poderia ser BEM melhor, sou um dos que se decepcionaram com ele, mas jamais mudaria de lado e votaria na oposição, que foi governo durante séculos e deixou o país como está. Se a eleição fosse hoje, faria como fiz na eleição passada: votaria no candidato que tem o mesmo nome que o camisa 6 da seleção da Copa de 1994. Pesquise para saber...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tremendo nas base...

Essa típica expressão mineira define muito bem o sentimento da Microsoft com a notícia que o Google vai lançar seu próprio sistema operacional. Por que? Simples, o Google Chrome OS será baseado em Linux, ou seja, software livre, ou seja de novo, tem grandes chances de ser gratuito. Inicialmente projetado para ser utilizado em netbooks, esse sistema operacional tem tudo para dar certo.

Notícia retirada do blog do Nassif. Aliás, aconselho acompanhar esse blog. Muito bacana.

Us Pirata!!!!

Sempre defendi a liberdade de expressão que a internet trouxe para nós. Claro que isso tem um preço, afinal, damos a liberdade tanto pessoas de caráter como para pessoas sem escrúpulo nenhum. É o preço da coisa. Esses dias um professor da UnB veio me dizer que meu blog era "bem feito, mas era de esquerda, fazer o que, é a democracia". Como pra mim, a direita brasileira representa todo o atraso que o Brasil se encontra (não que a esquerda seja diferente), achei esse comentário um elogio.

Mas enfim, o Partido Pirata publicou em seu site que a fraca proteção aos direitos autorais fez com que a produção artística aumentasse desde o ano 2000, quando o Napster alcançou seu auge e iniciou a revolução. Particularmente, acredito no que Andreas Kisser afirma, que a pirataria é o efeito colateral das políticas impostas pelas gravadoras. Em todo caso, com mais gente produzindo arte, quem sairá ganhando somos nós, consumidores.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Caso Ouro Preto

Clique aqui pra ler um comentário sobre o Caso Aline, aquela menina que foi morta em Ouro Preto em 2001. Fui a Ouro Preto uns dias pra trás e deu pra perceber que a cidade inteira comentava o caso. Nesse link que eu postei, tem também um link para outro comentário sobre o caso.

Vale ressaltar que o comentário trata exatamente do que eu disse neste post, um dos primeiros do blog Simples Capital. Ou seja, a mídia brasileira (talvez a mundial) condena primeiro sem saber se os acusados são culpados. E quando percebem que são inocentes, o estrago já está feito, a vida das pessoas já mudou e esse episódio fica marcado pelo resto da vida. Ai fica complicado. Alguém já viu a Globo e/ou a Folha pedir desculpas para alguém por ter condenado sem provas?

Segura na mão...

Sou um cara bastante crítico das religiões em geral, principalmente as neo-pentecostais. Geralmente, essas igrejas gostam mais do dízimo do que qualquer outra coisa. Lógico, existem aquelas que são realmente sérias e que apenas pregam sua versão dos fatos, sejam eles cristãos ou islâmicos. Ou qualquer outra. Por isso, me interessei por esse livro aqui, que vai entrar na lista dos livros que ainda vou ler um dia. Não comprarei porque alguém vai dar pra mim. Por que não você, caro leitor? :)

Em tempo, uma historinha rápida. Fui pegar um café na copa aqui da UnB quando encontrei duas colegas de trabalho, uma delas evangélica fervorosa. A outra estava comendo aquelas bolachas Mabel e me ofereceu. Eu, muito demente, perguntei: "Você está me dando sua rosquinha??!?!" Sim, piadinha infame e cretina, mas não pude deixar de fazer.

Pois bem, essa colega evangélica fervorosa simplesmente levantou-se e disse: "o ambiente aqui ficou muito pesado, por isso vou embora." E foi embora mesmo. Eu achei, eu acho até hoje, que piadas infames não são permitidas na religião dessa moça. Na próxima vez farei piadas sobre a política externa do Afeganistão, quem sabe pra ela tem mais graça.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Michael Jackson inocente?

Vi nesse site que Jordan Chandler, o menino que acusou Michael Jackson de abuso sexual, afirma que ele é inocente. E agora? Ele vai devolver os Us$22 milhões que Michael pagou pelo acordo que eles firmaram?

7 Perguntinhas

Cliquem aqui para responder umas perguntas sobre biblioteconomia do site Web Librarian (o link para o site completo está aqui ao lado). São perguntas, no mínimo, interessante. Peço atenção a pergunta nº7, pois eu achei a melhor de todas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A IURD me assusta...

A IURD deve mesmo ser estudada. Clique aqui e me responda: como ela consegue fazer com que os seus fiéis passem a ver essas coisas? Será que eles põe sal nos brigadeiro, açúcar nas panelas das coxinhas? Eu queria saber, sério mesmo...

Grande Edson...

Edson Nery da Fonseca, grande bibliotecário (ou biblioteconomista, como queiram), apareceu na Folha online. Clique aqui para ler uma bela reportagem sobre um dos grandes nomes da biblioteconomia nacional. Resta saber se a reportagem foi fiel, já que a Folha adora mudar as suas reportagens de acordo com seus interesses.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Só louco mesmo...

Corinthians campeão! Parabéns aos alvinegros paulistas. Não adiantou de nada o choro do presidente colorado falando que o adversário é ajudado nas arbitragens. Isso é senso comum, todos sabem disso, mas não adianta também o Internacional não jogar nada na final. Pra mim, o Inter perdeu o título no primeiro jogo, pois não converteu as oportunidades que teve de fazer alguns gols fora de casa. Pagou o pato com o empate em 2x2. O time do Corinthians aparece como um grande favorito a tríplice coroa, ainda mais porque não terá outra competição para disputar no segundo semestre. Acredito que, no final do ano, teremos a disputa entre Marias, Corinthians, Internacional e Grêmio pelas vagas na Libertadores. Um desses deve ser o campeão. Ainda aposto em surpresas, como o Galo que deve beliscar alguma coisa ainda.

Particularmente, preferia ter visto o Inter campeão do que o Corinthians. Mas confesso uma certa antipatia pelos gaúchos quando esses se acharam os melhores do Brasil e afirmavam que iriam ganhar a tríplice coroa. Dizem inclusive que torcedores colorados agrediram os reportéres do CQC porque estes fizeram piadas de gaúcho. Se for desse jeito, eles terão que se preparar porque vão ter que bater no país inteiro, inclusive em alguns gaúchos que não se importam com isso e fazem piadas deles mesmo. Por essas e outras, eu me achei meio imparcial nessa decisão. Não me importava quem iria ganhar essa Copa do Brasil.

Mas torcer para o Corinthians? Jamais! A única vez que o Galo teve a real chance de ser campeão do Brasil foi justamente contra o Corinthians num jogo apitado pelo torcedor-símbolo das Marias Márcio Rezende de Freitas. Este é só um exemplo, porém não é o único. Mas enfim, são águas passadas e o próprio Corinthians pagou por isso sendo rebaixado em 2007.

No fim, acredito eu que ganhou o melhor. Coisa que em disputas no estilo "copa" é difícil de acontecer, vide as diversas injustiças que já aconteceram em Copas do Mundo. Em todo caso, minha tese de que esse ano o futebol brasileiro melhorará e muito suas partidas está ganhando força. Agora, é só acompanhar o Campeonato Brasileiro em sua mais acirrada disputa nos últimos anos.

Até a próxima...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Poetinha...

Todo mundo conhece Vinícius de Moraes, talvez meu poeta favorito, mais pelas letras das músicas do que pelas poesias "não-musicadas" que ele fez antes de deixar a carreira de diplomata. Pra mim, o poema "Operário em Construção" é uma obra prima digna de ser mandada pela NASA para que marcianos entendam o que se passa nesse planeta. Inclusive, eu postei esse poema no dia do trabalho, e você pode ver aqui.

Cito Vinícius porque li no blog Livros e Afins um post interessante sobre a relação de Vinícius com a ditadura, ou a "ditabranda", segundo a Folha. Como não vale a pena escrever sobre jornais sensacionalistas que posam de jornais sérios, clique aqui e se divirta com essa pequena história.