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quarta-feira, 24 de março de 2010

[MÚSICA] O Sol Sempre Brilha na Tv

Nos agora longínquos anos 90, bem no início mesmo, aconteceu um festival no Rio de Janeiro chamado "Rock in Rio 2" que apresentou várias bandas e cantores que estavam no auge naqueles tempos. George Michael, Prince, Guns N' Roses, Megadeth, entre outros. E, no meio desses, um trio norueguês, que é considerado o pioneiro no chamado "SynthPop", colocava seu nome no Livro dos Recordes. Mais de 190mil pessoas pagaram ingresso para assistir ao show do A-Ha no Maracanã, o maior público já registrado num evento musical. Nessa mesma época, o A-ha lotou vários outros estádios no país, inclusive o Mané Garrincha, aqui no DF. Depois de muito sucesso, terminaram, voltaram e agora se despediram dos fãs numa turnê mundial, que, inexplicavelmente, aportou mais uma vez na cidade.

Antes de mais nada, farei uma confissão. Um exercício interessante que eu tenho feito ultimamente é tentar entender como funciona a cabeça do pessoal que organiza shows no Distrito Federal. Inicialmente, o show estava marcado para o Centro de Convenções, que foi reformado recentemente e possui um auditório daqueles. Mas mudaram para o Ginásio Nilson Nelson, conhecido pela péssima acústica para shows. Mas enfim, lá cabe mais gente, tentaram ganhar uns trocados a mais, porém esqueceram de vender os ingressos que sobraram. A parte superior do ginásio ficou completamente vazia. Vai entender esse povo...

Ao contrário de uma semana antes, quando o último Bad Boy do Rock n' Roll apareceu na cidade com uma hora e meia de atraso (clique aqui para ler como foi), o profissionalismo reinou e o trio entrou as 22:10 (o show estava marcado para as 22hs). Da primeira à sexta canção, pouca gente cantava. Eram as músicas novas, compostas na volta da banda em 2000, com o disco "Minor Earth Major Sky". A partir daí, quando as músicas da fase clássica da banda foram tocadas, o público se agitou. Lá pelas tantas, o vocalista Morten Harket avisou aos presentes que estava com uma infecção na garganta e por isso que não conseguia cantar as músicas mais altas, quando não dava umas desafinadas de vez em quando. Mas mesmo assim, ele continuava cantando PRA CARAMBA! Não sei o que ele fez, mas eu quero saber como manter a voz daquele jeito mesmo com a tal infecção.

E aí vieram os clássicos, os hits da banda. E tome Move to Memphis, The Blood That Moves the Body, Stay on These Roads, Scoundrel Days (cantada em plenos pulmões pelos presentes, já que Morten não conseguia), I've Been Losing You, e vários outros. O bis contou com a balada Hunting High And Low, que dá título ao primeiro disco da banda, e The Sun Always Shine on Tv, que dá título a esse post. O segundo bis veio com a mais que clássica "Take on Me", que quase pôs o ginásio abaixo. Só por terem tocado essa música, valeu o preço salgado do ingresso. 

Showzaço!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

[MÚSICA] Bem Vindo a Selva

Voltemos um pouco no tempo. Estamos no ano de 1992. Você acaba de ganhar de natal um som estéreo daqueles que até "luzinhas" tinha para abrilhantar o ambiente. Você vasculha os arquivos da sua casa e descobre uma fita escrita com caneta Bic: "Guns N' Roses". Você ouve a tal fita e fica completamente pirado, a ponto de arrumar a fita original de algum jeito e saber que aquelas músicas se chamavam "Welcome To The Jungle, It's So Easy, Nightrain"... Meses depois, chega em seu poder uma fita de vídeo com os melhores momentos do Hollywood Rock/92, um conhecido festival que rolava na época, cuja atração principal era uma banda que tocava direto na recém inagurada MTV Brasil (sim, naqueles tempos a MTV passava clipes e shows). A música se chamava "In a Darkened Room" e levou a loucura milhares de adolescentes naqueles tempos pré internet. Falo isso porque em menos de 2meses, eu assisti 3 bandas que eu escutava quando menino e que jurava não iria ver de novo, muito menos em Brasília. Voltemos então aos dias atuais.

Você leu aquele meu post que falava do show do Metallica (clique aqui para lembrar)? Pois é. O sentimento foi quase o mesmo. Eu digo quase por um motivo simples. Numa turma efestada por metaleiros, ouvir Skid Row e Guns N' Roses era praticamente uma heresia. Me lembro como se fosse ontem de um diálogo que presenciei nos meus 15 anos, quando me preparava para ir a São Paulo assitir ao show do Iron Maiden (na época com Blaze nos vocais), com Skid Row abrindo:

- Vai ser massa esse show do Iron. Pena que vai ter Skid Row de abertura.
- Mas o Marcio disse que Skid Row é legal.
- Mas o Marcio só gosta de porcaria.

Curiosamente, vi alguns desses personagens no show de ontem. Como diria o filósofo, o mundo dá voltas que ninguém entende...

Pra variar, é IMPRESSIONANTE como a falta de organização ainda persiste nos espetáculos em Brasília. Ao chegar na porta do ginásio, dava pra ver NITIDAMENTE que tinha mais gente que espaço. Inventaram essa palhaçada de "Pista VIP/Pista Normal" que até hoje eu não consigo entender. E passar HORAS em pé não é, definitivamente, o jeito mais legal de curtir um show.

Cheguei um pouco antes do show de Sebastian Bach. Às 8:30 rolou o show do "arroz de festa" chamado Khallice, banda brasiliense de "progmetal" (seja lá o que isso for) que abre praticamente todos os shows de bandas grandes no Distrito Federal. O mais interessante é saber que NINGUÉM no ginásio foi avisado desse show. Mas enfim, tocaram, mostraram toda sua habilidade e virtuosismo (que, pra mim, não existe nada de mais chato) e foram embora. Até o próximo show de abertura!

Aí entra o grande Sebastian Bach, famoso por ter sido vocalista do Skid Row e agora segue em carreira-solo. Em um set de uma hora, mais ou menos, desfilou sucessos de sua antiga banda e músicas inéditas. Foi um show dos mais marcantes, já que estavam no meio do set músicas como "Youth Gone Wild", "18 and Life", "I Remember You" e "Monkey Business", todas do auge da sua antiga banda. Ganhou o público, ainda mais quando pedia gritos de "Guns N' Roses" aos presentes.

Então, a ansiedade tomou conta das 13mil pessoas que foram ao Nilson Nelson. Porém, Axl resolveu mostrar suas asinhas e lembrar a todos porque é considerado o último rockstar autêntico que se tem notícia. Demorou exatos 90minutos para entrar no palco, como fazia antigamente. O cansaço já era grande quando os primeiros acordes de "Chinese Democracy" começaram a indicar o início do show. Quando Axl pisou no palco, já era segunda-feira havia 15 minutos.

Seria mais digno para Axl tocar sob seu nome ao invés de usar a alcunha "Guns N' Roses". O som do novo Guns não lembra em nada do velho. Hoje, o som da banda lembra muito mais Nine Inch Nails do que a mistura Rolling Stones/Aerosmith que sacudiu o mundo 25 anos atrás. Slash, talvez o maior guitarrista da década de 90, faz tanta falta ao grupo que o chefe recrutou 3 guitarristas-solo para substituí-lo. Um deles, inclusive, usava um instrumento extremamente interessante: uma guitarra de 2 braços, sendo um braço normal e outro fretless (sem trastes). Isso é comum com baixos, mas guitarras, é a primeira vez que vi. Destaque também para a completa incompetência dos técnicos de som que foram incapazes de conseguir colocar a voz de Axl num nível escutável. Só quando ele dava seus tradicionais gritinhos que era possível escutar alguma coisa. A banda tocou praticamente todo o primeiro disco "Appetite for Destruction", boa parte do último "Chinese Democracy", além das baladas clássicas "Patience" e  "November Rain", e os covers "Live and Let Die" e "Knocking on The Heaven's Door", essa música, para mim, o ponto alto do show.

Depois de encerrar com "Paradise City", Axl pediu desculpas pelo atrasos aos "garotos que tem que ir a escola amanhã". Eu, que não estou fazendo nada pela manhã, até desculpei, mas o garoto do meu lado definiu bem: "É, amanhã eu vou chegar as 7:15 pra aula e ele vai dormir até meio-dia". 90% do Ginásio saiu correndo porque hoje era dia de trabalho. E todos saíram com aquela sensação de que faltava algo na banda (ouso dizer que esse "algo" que faltava se chama Slash). Um bom show, mas nada mais. Talvez se fosse "Axl Rose e Banda", as cobranças seriam menores...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

[MÚSICA] Nada Mais Importa

Imaginem-se numa época sem internet, MP3, YouTube, onde a única forma de "consumir" música é através das rádios de sua cidade e das lojas de discos, que cobram preços exorbitantes para novidades não tão novas assim. Você estuda numa escola com mais de 2mil alunos, e mais de 90% deles gostavam de um tipo de música que você detestava, além de serem demasiadamente futéis em sua maioria. Depois de um tempo, você encontra uns 2 ou 3 que se parecem com você, e esses 2 ou 3 acabam se tornando uma turma de amigos. Vocês compartilham das mesmas paixões musicais durante anos, mas a vida fez questão de separar cada um de vocês pelos mais diversos motivos. Aí, depois de uns 15 anos, uma das bandas que você amava quando menino resolve aterrisar no seu país para ganhar uns trocados seus e de outros 68mil apaixonados que compareceram no show que essa banda fez depois de tanto tempo. Como não lembrar de tudo que aconteceu na sua vida?

Talvez não para o público presente, em sua maioria paulista e acostumada aos shows internacionais que sempre rolam na terra das enchentes. Mas eu e vários outros que saimos de nossas cidades para assistir ao Metallica no último sábado 30 de janeiro de 2010. Presenciamos talvez um dos grandes espetáculos do mundo do rock nos útlimos tempos. Principalmente em terras brasileiras, mais preocupadas em revelar talentos do calibre de Bandas Cines da vida do que buscar realmente uma banda de qualidade.

Chegamos no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, conhecido em São Paulo como "La Bambinera", por motivos óbvios. Assistimos um show correto do Sepultura, porém vale ressaltar que desde a saída de Max Cavalera, os remanescentes tentam mas não conseguem manter o pique. Andreas Kisser teve que escutar de  praticamente todos os presentes o grito "BAMBI!! BAMBI!!" quando resolveu falar que estava tocando no estádio do maior time do mundo. Depois disso, o show foi caminhando para seu fim, e muitos nem sequer cogitaram pedir bis (inclusive este que vos escreve).

Então se ouve a introdução que esperavámos por tantos anos (clique aqui para ver). Enio Morricone não imaginava que sua música marcaria não somente um faroeste (o filme "The Good, The Bad, The Ugly", de 1966) como uma das maiores bandas de todos os tempos. Depois de iniciar o show com uma cena desse filme ao som de "Ecstasy of Gold", o Metallica dispara um clássico atrás de outro. Creeping Death, For Whom The Bell Tolls, The Four Horsemen, Enter Sandman, caíram perfeitamente com as novas como The Day That Never Comes e The End of The Line. Blackned e Motorbreath foram a surpresa da noite. No fim, um grupo emocionado agradece a plateia paulista por mais um show em terras brasileiras. E uma plateia já esperando o próximo disco. Será que ele virá?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Porão 2009

Domingo de manhã, como vocês devem saber pelo post anterior, estava trabalhando. Sai da biblioteca, fui pra casa, tirei um cochilo antes de enfrentar alguns kilômetros até Águas Claras que me fizeram repensar se vale a pena investir qualquer dinheiro ali. Trânsito no domingo as 4 horas da tarde é dose pra leão...

Pois bem, depois de não comer nada na festinha por não comer mais nenhum animal, percebo que deveria ter passado em algum lugar para não ficar com fome. Realmente, agora que eu sou fresco com comida, como diria meus "amigos" de Leonardo e Logosófica, senti na pele o que é você ter fome e não poder comer nem um salgadinho.

Pois bem, saio da festinha, mais trânsito, chego em casa, pego um táxi e vou para a Esplanada. Chego um pouco depois do início do show do Paralamas. Showzaço!! Herbert, Bi e Barone ainda são o melhor trio que surgiu no rck nacional (nota do editor: há controvérsias!!!! GLM detona também). Desfilaram hits atrás de hits englobando todas as fases da banda. Herbert, apesar do acidente, continua tocando pra cachorro, usado agora uma Ibanez semi-acústica, ao contrário das tradicionais Gibson Chet Atkins.

Depois foi o momento surpresa menos surpresa da história da música. Todo mundo ali sabia que a "surpresa" seria a apresentação dos remanescentes da Legião Urbana. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocaram com vários cantores, como Toni Platão, André Gonzalez, Herbert Viana, entre outros que eu não conhecia. Até Marcelo Bonfá cantou e não fez feio. Eu nunca tinha prestado atenção no estilo de tocar do Dado. Parece que ele andou treinando bastante nesses anos. Outro detalhe que também vale observar é que parece que o tempo foi generoso com os legionários. Eles parecem que não mudaram um fio de cabelo dos tempos em que tocavam com Renato Russo. No fim, valeu por assistir o show de 2/3 da melhor banda que saiu desta cidade linda. E quando acabou o show, 70% do público foi embora.

Aí veio o M. Roots, ou Maskavo Roots. Até agora não entendi porque dessa mudança. Quando o apresentador chamou a banda, a primeira coisa que o vocalista disse foi: "Nós somos o Maskavo Roots, com todas as letras". Por que então o apresentador falou M. Roots? Vai entender. Essa era uma banda das mais legais que surgiu no meio dos anos 90 aqui em Brasília, passou por várias formações e virou apenas "Maskavo", e teve vários hits Brasil afora.

Depois do Maskavo, quem tocou foi, disparado, a melhor banda dos anos 90 de Brasília, o Little Quail and The Mad Birds. E já começou chutando o pau da barraca, com o clássico "1, 2, 3, 4". Essa banda é uma das grandes bandas perdidas do rock nacional, que se tivesse sido "incentivada" pelas gravadoras teria sobrevivido mais tempo. Outro showzaço, que me fez não mais lamentar minha falta no primeiro show da volta, em 2004. Um hit atrás do outro: Dezesseis, Mau-Mau, Mamma Mia, Azarar na W3, Familia que Briga Unida Permanece Unida (com seu singelo verso "o meu pai me bate, minha maãe me espanca"). Não sei se os membros teriam interesse em voltar (o batera toca com o Ultraje, o vocal tem outra banda, etc), mas seria legal ver mais shows deles, desta vez com músicas inéditas.

Mas Porão não é Porão sem atraso. Com quase uma hora (ou mais) de intervalo, Raimundos subiu no palco. Vi a primeira música e vazei. Já eram 2 da manhã de 2ª feira. É impressionante como esses festivais não conseguem manter a programação. E eu só queria entender o porque. 2 da manhã de uma segunda e ainda faltavam outras duas bandas pra tocar. O MCA, dizem, acabou seu show as 5 da manhã com uns 2 ou 3 gatos pingados. E olha que o MCA estava prgramado para tocar a 1:30 da manhã.Pra variar, faltou organização para o festival. Se começasse no horário certo e terminasse no horário, daria muito mais público.

Mas há de ressaltar o destaque que o rock brasiliense recebeu na edição desse ano. Podia ser padrão, bandas brasilienses tocando durante um dia todo do festival. Fortaleceria MUITO mais a cena da cidade. Brasília tem muita banda boa e pouco lugar para elas tocarem. Fica a dica...

No mais, vamos que vamos, a semana mal começou e eu já estou cansado... :)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Scream for me Brasília!!!!

Sexta-feira foi um dia histórico pra Brasília. Depois de anos reclamar que nossa cidade não recebe nenhuma banda internacional de qualidade (com raríssimas exceções), a maior banda de metal da história aterrissou seu avião gigantesco no aeroporto internacional JK com toneladas de equipamentos e um punhado de assistentes. Sim, Iron Maiden veio a Brasília.

Quando eu cheguei ao estádio, parecia que eu tinha ficado uns 15 anos mais novo. Como alguns sabem, eu era da legião do metal e lutava com todas as forças pela extinção da Micarecandanga, pela proibição do uso de cavaquinhos em qualquer gênero musical, atabaques e pandeiros seriam queimados no pátio do Colégio Leonardo da Vinci e todos os cantores que participavam desse "movimento" seriam condenados a prisão pérpetua até que se convertessem ao Deus Metal.

Acho que fiz bem ao "abrir meus ouvidos" para outras manifestações musicais. Depois de um tempo, percebi que os metaleiros GERALMENTE são bem mais conservadores e avesso a mudanças que qualquer outro tipo de segmento musical. Regueiros, axezeiros, pagodeiros, e outros "eiros" são muito mais receptivos que o povo do metal.

Pelo menos quando eu fazia parte deles... :)

Enfim, o Iron lançou o seu primeiro disco em 1980, coincidência ou não, no ano que eu nasci. Ou seja, eles já tem praticamente 30 anos de carreira. Teoricamente, Iron Maiden seria uma banda de "senhores" de 30 anos pra cima, mas o que se via eram garotos (e garotas, o metal agora é unissex!!) com idades que variam entre 13 a 18 anos, em sua maioria. Ou seja, muitos deles nem eram nascidos quando o Iron lançou seu 5º disco!!!

O show não foi diferente do que ocorreu nos shows anteriores no Brasil. Tocaram as mesmas músicas que tocaram em Manaus, RJ, SP e BH (aliás, tinha mais gente no Mineirinho vendo o show do Iron do que no Mineirão, no jogo das Marias, válido pela Libertadores). Tocaram os clássicos mais esperados, como 2 Minutes to Midnight, Aces High, Wrathchild, fechando com the Number of The Beast, The Evil That Men Do e Sanctuary.


Fui a outros 2 shows deles, um no Pacaembu (ainda com o gordinho Blaze Bailey) e outro no Rock in Rio 3. Esse show, calcado na fase clássica da banda, foi disparado o melhor. Apesar de ter um público menor (no RiR foi de 150mil pessoas) e um palco diminuído, esse show teve todos os detalhes pirotécnicos dos outros que eu fui, com direito ao Eddie futurista da capa de Somewhere in Time, de 1986. Se você não sabe qual Eddie é esse, é o que está segurando uma pistola no centro da segunda figura deste post.

Há de salientar que Bruce Dickinson, beirando os 50 anos, ainda dá um banho em muitos "vocalistas", tanto de empolgação (correndo de um lado para o outro no palco) como de alcance de voz. Além de excelente músico, joga esgrima de vez em quando (e ganha de todos os esgrimistas do Brasil) e pilota o avião do grupo (batizado como "Ed Force 1).

Em maio, dia 13 precisamente, haverá show de outro monstro do metal. O Black Sabbath, com a formação do disco Heaven and Hell (Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Apice) tocará no Nilson Nelson e eu estarei lá novamente.

A pergunta de hoje é: depois do Iron, qual show internacional que deveria tocar em Brasília? Vale tudo, desde Liza Minelli até o suposto show do U2 nos 50 anos de Brasília. Deixe sua sugestão nos comentários...

Ah, um abraço especial pro pessoal de Colatina-ES, que visita este blog regularmente!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

De novo!??!?!?!

Tem gente que, realmente, não tem mais nada pra fazer com o dinheiro que ganhou durante a vida.

Acabo de ler no site da Globo.com que Michael Jackson quer mostrar ao um mundo um NOVO ROSTO, pois planeja fazer uma turnê mundial para pagar o caviar e o champanhe que estão em falta no rancho Neverland, onde ele mora na Califórnia, EUA.

É incrível como esse cara gosta de bizarrices. Quando estava no auge do sucesso, com o álbum Thriller vendendo mais que peixe na feira, o rapaz me aparece dentro de uma caixa de vidro, dormindo, porque acredita que assim demoraria mais tempo pra envelhecer. Tudo bem, cada um na sua, mas depois declara que queria comprar os ossos do Homem-elefante, um sujeito que nasceu com 90% do corpo deformado por causa de uma doença rara. A pergunta: pra que?

Ainda por cima, me inventa de aparecer com as criancinhas, que no começo todo mundo achava que ele era bondoso, amigo da garotada, até o dia que um pai acusou-o de molestar o seu filho. Até hoje, uma história mal-explicada, mas que se encerrou por conta dos milhões de dólares que um acordo entre as partes foi feito. Com isso, parece que esqueceu como fazer discos e seu trabalho passa a ser cada vez mais irregular, deixando a genialidade de "Off the wall" e "Thriller" pra trás.

NÃO SATISFEITO AINDA MAIS, resolve pendurar o filho da sacada de um hotel, coloca máscaras e panos nos rostos dos meninos pra eles não serem reconhecidos, fez mais plásticas no nariz (se é que sobrou alguma coisa do nariz dele), gasta milhares de dólares em compras mesmo caminhando em direção à falência e ainda vem com essa história de um "novo rosto" pra sua nova turnê.

Mas o mais intrigante é o fato de que, depois que anunciou essa turnê, os ingressos para esses shows acabaram em nada mais nada menos que 5 horas!!! Convenhamos, podemos chamar de decadente um cantor que vendeu todos os ingresso para os seus 50 shows em Londres em 5 horas?

Ai fica a pergunta: Você ainda ouve os discos de Michael Jackson? Gosta? Vai comprar o novo? Se estivesse em Londres, compraria algum ingresso do show dele? E mais, qual a sua espectativa ao saber que o homem da primeira foto, se transformou no homem da segunda foto? Deixe suas impressões nos comentários.

Abraços