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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Grande Les Paul

Demorei pra comentar, mas antes tarde que mais tarde...

Esses dias faleceu o grande Lester William Polfus, um velhinho simpatico que até os últimos anos de vida tocou guitarra até as 3 da manhã. inicialmente um guitarrista de jazz, Lester tocava de tudo, desde rock a country music. Lester gostava muito de música e gostava também de eletrônica. Por isso, ao perceber que os instrumentos criados recentemente por um certo Leo Fender não tinham muita amplitude, resolveu ir atrás, mexeu neles e acabou inventando um novo tipo de guitarra, com o corpo sólido que permitisse que o sustain natural do instrumento permanecesse por mais tempo. Mostrou para todas as fábricas de guitarras da época, mas apenas uma se interessou. Então, a Gibson pegou o protótipo de Lester e passou a fabricar sua guitarra, e batizou de Gibson Les Paul, o nome artítisco (e pelo qual seria eternamente lembrado) de Lester. Além de criar uma excelente guitarra, Les Paul criou também um dos maiores objetos de desejo de músicos do mundo, inclusive deste que vos fala.

Como já disse, Les Paul era um guitarrista de jazz e chegou até a gravar com Frank Sinatra. Depois partiu para a carreira junto com a esposa Mary Ford, e alcançou sucesso com várias canções. Tinha até um programa de Tv próprio, salvo engano, chamado "Les Paul and Mary Ford Show", quase um "Sonny and Cher" dos anos 50. Os anos se passaram e Les Paul ainda inventou o processo de gravação "multitrack". Pra quem não conhece, esse processo permite que o músico possa gravar um instrumento, depois gravar outro e depois equilibrar tudo (a chamada mixagem). O mestre até mostrou seu invento na televisão, e você pode entender o processo todo (clique aqui).

Como disse no começo, Les Paul tocou até quase o dia de sua morte. Talvez por isso ele tenha vivido tanto. Quando estive nos EUA, eu pude perceber o tanto que os velhinhos de lá são ativos, do tipo que anda de andador pra fazer compras no supermercado, e Les Paul não fugiu a regra. Fica aí a lição pra nós brasileiros.

Pra terminar, vale a pena ler o artigo que o Regis Tadeu, editor da Cover Guitarra, escreveu sobre o grande Lester (clique aqui). Aproveite e veja alguns videos dele no youtube (clique aqui).

sábado, 25 de abril de 2009

While my guitar...

Eu comecei a tocar quando eu tinha uns 12 anos. Minha mãe me pôs na aula de órgão junto com minha irmã e uma pancada de primas. Tinha uma outra mina, acho que se chamava Rebeca, que morava na minha quadra inclusive. Lembro só da existência dela, se ela passar na minha frente nem vou saber quem é.

Depois de uns meses, eu descobri que tocar violão era mais legal que tocar órgão eletrônico, além de ser muito mais fácil. Eu nunca consegui aprender as coisas sozinho, então eu tive aulas com um professor (grande "Seu Pereira"). Infelizmente, ele sabia me ensinar músicas populares como "Cai Cai Balão" e "Ciranda Cirandinha". Quando eu percebi que eu podia tocar músicas do Iron Maiden, ele perdeu totalmente a utilidade. Uma pena, já que era ótima pessoa.

Eu tinha (tenho) uma guitarra Jennifer que foi do meu irmão e se tornou minha primeira guitarra. Está comigo até hoje, esperando para que eu tome alguma decisão sobre ela. Pensei em mandá-la para um luthier e perguntar se ela tem alguma utilidade ainda. A minha idéia inicial era aproveitar SOMENTE o corpo dela e mandar fazer um bom braço de guitarra de 12 cordas. Trocar a parte elétrica inteira, colocar uma ponte decente, enfim, fazer as modificações para que ela fique ao menos aceitável.

Depois da Jennifer, comprei uma Jackson JDR. Foi minha principal guitarra durante uns três anos, pois depois eu passei para uma Epiphone S-400, uma cópia da Gibson SG do Tony Iommi e do Angus Young. Depois de um tempo, passei a gostar mais de guitarras de ponte fixa, então aquelas que tinham Floyd Rose não me interessavam mais.

Depois que eu fui para os EUA, trouxe minha sonhada Gibson Les Paul Studio. Mas até nessa hora meu lado "pão-duro" aparece. Eu tinha dinheiro para trazer uma mais cara, mas preferi guardar dinheiro para alguma emergência. Como não tive emergências, voltei com um dinherinho sobrando. E trouxe uma Les Paul, parecida com alguma que o Slash usava. Toquei com ela na festa do Igor e na festa da Lu, as únicas vezes que ela foi usada ao vivo, pois desde então, as bandas foram acabando ou eu só tocava violão/viola.

Ano passado eu comprei uma Fender Squier Stratocaster, porque eu queria ter uma guitarra parecida com as do David Gilmour. Troquei minha pedaleira POD 2.0 por ela. Até agora, adorei a troca. Inclusive, para minha surpresa, ela tem sido minha guitarra mais usada, tanto para gravações como para ensaios. Eu, um "lespaulzeiro" convicto, estou cada vez mais me convertendo ao lado "strateiro" da força.

Tudo isso pra dizer que eu voltei a ter prazer em tocar guitarra. Já fazia um tempo que eu tocava mais violão, não ligava o amplificador e tocava. Há umas 3,4 semanas voltei a fazer isso e espero mesmo que eu nunca mais perca esse hábito. Quem sabe um dia eu mostro para os interessados essas minhas 5 preciosidades.

Paz, até a próxima...