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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Capas...

Uma das coisas que mais se perderam com as "novas tecnologias" foram as capas de disco. Primeiro, com o advento do CD, que fez com que todas as capas se transformassem em miniaturas. Depois com o MP3, não é mais necessário um meio físico para ouvir música, e com isso as capas acabaram de vez.

É uma pena porque as capas, depois dos anos 60 principalmente, passaram a serem vistas como uma parte da obra. Antes, a capa era uma foto do artista simplesmente. Era usada para que a imagem do artista fosse gravada na mente daqueles que compravam discos. Além do mais, na época o single era a grande "menina dos olhos" das gravadoras, e quase nenhuma investia no formato "long play". Esse formato era usado para reunir todas as músicas do artista, algo como um "greatest hits" sem nenhuma lógica, e a capa estava lá simplezinha com uma foto estampada.
Principalmente depois dos Beatles, o LP e as capas passaram a ter maior relevância. Durante a fase "Yeah Yeah Yeah" as capas dos Beatles eram quase todas de fotos. Please Please Me, With the Beatles, até Rubber Soul era desse jeito. A partir de Revolver, observem como ficaram diferentes as capas. Destaco a capa de Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band, imitada até por Zé Ramalho, a do Álbum Branco por mostrar que poderia fazer algo simples genial, e a Abbey Road, com seus detalhes pra lá de significativos.

Depois dos Beatles, todo mundo passou a olhar a arte das capas com mais carinho. Vieram os álbuns duplos, os encartes duplos, as letras das músicas dentro da capa e principalmente a ideia de que o disco era uma obra completa tanto fisicamente como artisticamente. Nascia a ideia do disco conceitual, com todas as músicas interligadas entre si para fazer sentido ao ouvinte.

Como disse, depois do CD, as capas ficaram pequenas e perderam um pouco de sua magia. Mas a ideia de montar um disco ainda existia. Hoje, com MP3, isso não existe faz muitos anos. Parece que voltamos a era dos "singles", onde a obra é só uma música, não o disco completo. Exemplo clássico é a declaração de Thom Yorke, do Radiohead, dizendo que pensa em não gravar mais discos, e sim uma música aqui, outra acolá, e por em seu site para que as pessoas baixem.

Não é saudosismo, mas imagina você ir numa loja de discos procurar o novo disco de sua banda/cantor(a) favorito e encontrar uma bela capa. Ou então, imagina o que pensaram os fãs do Pink Floyd ao deparar com a capa do clássico "Dark Side of The Moon", que ilustra esse post por ser minha capa favorita na historia do rock? Com certeza a capa fazia parte do disco. Pena que não faz mais...

Paz, até a próxima....

sexta-feira, 20 de março de 2009

O começo do fim

Hoje fazem 40 anos que John Lennon e Yoko Ono se tornaram, provavelmente, no casal mais conhecido dos século XX. Em 1969, os dois se casaram em Gibraltar, um território britânico perto da Espanha.

Como todos sabem, Lennon formou com Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr a melhor banda de todos os tempos. Durante os anos de 1962 e 1970, tudo o que os Beatles faziam virava ouro. Tanto que, para provar a longevidade de sua obra e suas atitudes, estamos falando sobre Lennon e os Beatles mais de 40 anos depois do primeiro lançamento, o single "Love Me Do".

Todos falam que Yoko foi a responsável pelo rompimento dos Beatles. Em 1966, eles pararam de fazer shows porque, além de ser uma rotina desgastante, não aguentavam mais tocar para pessoas que não estavam afim de escutá-los, mas iam aos shows simplesmente para gritar pelos Beatles. Nessa época, tinham acabado de lançar "Revolver", clássico dos clássicos do rock, e tinham se tornado melhores músicos do que 4 anos atrás, e ficavam frustados por ninguém nos shows perceber isso.

Lennon estava de saco cheio da "estrutura Beatles" e começou a pesquisar outras formas de expressão artística. Nessa época, surge Yoko Ono, uma artista japonesa que mostrava suas obras em Londres. Lennon foi à exposição, conheceu a artista e o resto é história.

Muitos biógrafos dos Beatles afirmam que a presença de Yoko nos ensaios foi a principal causa da separação do quarteto, mas talvez não tenha sido o real motivo, e sim o catalisador. O único que ainda queria manter os Beatles juntos era Paul. Ringo passou a fazer filmes e atingir certo sucesso com isso, George estava mais interessado em estudar a cultura/religião indiana e Lennon queria saber mais de arte vanguardista.

Depois de 1967 e principalmente após a morte do empresário Brian Epstein, cada beatle passou a olhar sua carreira individualmente e olhar menos para o grupo, fazendo com que em 1970, após o lançamento do disco solo "McCartney", de Paul, o grupo estava oficialmente desfeito. Aliás, Lennon, que sempre se auto-intitulou como o líder dos Beatles, ficou furioso, porque queria ele ter anunciado o fim, mas Paul falou antes.

Yoko sempre se achou um "bode espiatório" pelo fim dos Beatles. No livro "The Beatles" de Bob Spitz, o autor declara que Lennon achava ruim que os outros Beatles não aceitavam a presença de Yoko, já que ela queria apenas "cantar nos discos dos Beatles". Agora a pergunta: quem tá certo? Os outros 3 que não queriam Yoko ou John que queria a participação dela nos discos? Deixem suas respostas nos comentários.

Abraços

PS: Coincidência ou não, a foto do meu perfil é da calçada do Central Park, em NY. A homenagem foi feita após o assassinato de Lennon em frente ao prédio Dakota, em 1980.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Recorde de Ingressos

Incrível!!!!

Segundo o site G1, o ex-Beatle Paul McCartney pode ser o artista que vendeu mais rápido os ingressos de um único espetáculo.

Paul vai tocar pela enésima vez em Las Vegas (e fica regulando sua vinda ao Brasil) e o site que vendia os ingressos do show vendeu todos eles em apenas 7 SEGUNDOS!!! Sim, você leu certo. SETE SEGUNDOS!!!!

Segue o link...

Impressionante! Eu fico imaginando duas coisas. A primeira qual seria o artista brasileiro que poderia realizar tal proeza. Talvez o último show do Chiclete/Asa/Ivete consiga. Roberto Carlos já passou dessa fase. A volta dos Raimundos? O último show de Edson e Hudson? A volta dos Engenheiros com a formação GLM? Deixe sua sugestão nos comentários...

A segunda coisa que pensei é se seria possível fazer algo desse tipo no país. Acho que não temos nem estrutura pra chegar perto de tal feito. Por exemplo, imaginem a situação. Mineirão lotado pra mais um jogo do Galo, estádio que foi feito pra abrigar 120mil pessoas e que a capacidade foi reduzida pra pouco mais de 60mil, e você decide comprar um ingresso para arquibancada. Chega na bilheteria (devido a demanda, o site dos ingressos estava fora do ar) e a vendedora diz que acabaram TODOS os ingressos. Beleza, você vira as costas para ver o jogo no bar mais próximo quando aparece um sujeito de 1,50m com uns 140 kg te oferecendo ingresso pra onde você quer pelo triplo do preço. E aí? Encara? Me fala o que você faria nos comentários...

Enquanto isso, vou tomando minha água mineral na minha caneca amarela nessa tarde quente do Distrito Federal...

Abraços