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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

[MÚSICA] 25 anos de Rock in Rio

Às vésperas de um show do Metallica em São Paulo, outro do Guns N' Roses e outro do A-Ha (ambos em Brasília), muita gente ainda se pergunta como eram aqueles tempos em que escutar rock no Brasil era coisa do Tinhoso. Antigamente (ou não), quem usasse camisas de banda com aqueles monstrengos horrorosos tipo o Eddie do Iron Maiden estava fadado ao mármore do inferno juntamente com todos os seus amigos que insistiam em, além de se vestir de (e somente de) preto, ainda resistiam aos padrões de beleza vingentes tentando deixar seus cabelos um pouco maiores que o limite do aceitável.

Até que, num hoje distante ano de 1985, o Brasil fervia. Ainda eram tempos de ditadura. O povo brasileiro tentou votar pra presidente já em 1985, mas as "Diretas Já" não foram aprovadas, frustando milhões de pessoas. A Copa de 1982 tinha passado e o futebol-arte do time de Telê tinha ficado pra trás. A música de protesto, com Chico, Caetano, Vandré, Gil, já não falava para os jovens. Eles (os jovens) procuravam novidades, e elas apareceram na pele da Blitz, Lulu Santos, Barão Vermelho, entre tantos outros. E um dia todos eles tocaram no mesmo festival, mudando pra sempre a mentalidade da cultura nacional e colocando de vez o Brasil no mapa dos shows internacionais.

Na mesma época, Tancredo Neves era eleito presidente no colégio eleitoral derrotando Paulo Maluf, velho oligarca paulista que ainda hoje consegue se eleger num estado que se diz o mais desenvolvido do país. A esperança de um Brasil melhor crescia, embalado pelo som de grupos que faziam os jovens voltarem a sonhar, coisa que a ditadura tinha cortado. Em dado momento, Lulu Santos cantou que via um novo começo de era com gente fina. Em outro, Cazuza e o Barão Vermelho afirmavam que estávamos por um triz de ver o dia nascer feliz de novo. A esperança ressurgia nas canções de uma nova geração.

No fim, um milhão de pessoas assitiram aos shows do Rock in Rio em 1985, um festival que deixou saudades. Mesmo depois de tanto sucesso, a próxima edição do festival só aconteceu 6 anos depois, e a terceira só aconteceria 10 anos depois, sem contar, é claro, com a versão "portuguesa" da franquia. Vale a pena assistir trechos dos shows do Queen, Barão Vermelho, Iron Maiden, Paralamas do Sucesso e da Blitz (clique nos nomes para ver algumas imagens), considerados os melhores do festival. Depois disso, praticamente todas as bandas voltaram para outras apresentações. A Geração anos 80 ganhou a mídia e entrou para a história. O termo "pop" finalmente foi implantado no país. E tudo porque, num dia de janeiro de 1985, o rock reinou absoluto no Brasil.

domingo, 9 de agosto de 2009

Como um dia de domingo...

Acho que já deu pra perceber que eu acho a crise do Senado muito mais um jogo político do que propriamente uma tentativa de moralizar as práticas que lá são exercidas. Falo isso porque podemos definir crise como uma situação anormal que passa a acontecer de uma hora pra outra. Por exemplo, estão todos bem e de repente por algum motivo todo mundo começa a se lascar. Depois que acharam uma solução e todo mundo fica melhor, a crise pode ser considerada terminada.

Isso não acontece no Senado. Por um motivo simples. Todos nós sabemos que as práticas que aconteciam por lá não são de agora. Conheço pessoas que foram estagiários lá e contavam que, até com certa admiração, vários funcionários só chegavam para "trabalhar" duas vezses por semana, e mesmo assim para imprimir apostila de concurso, acessar a internet, jogar conversa fora, etc. Trabalhar mesmo não era a prática ali.

Por isso eu acho que o escasséu que a opinião pública (leia-se Folha, Estadão, O Globo e outros) faz sobre a chamada "crise do Senado" é quase demagogia. Esses mesmos meios de comunicação adoravam bajular Collor, Renan, o próprio Sarney, FHC, entre outros, fecharam os olhos para as denúncias contra esses e agora, sabe-se lá porque, se tornaram soldados da ética quando passaram 50 anos ou mais servindo aqueles que agora combatem.

Isso é muito louco, mas para você, caro leitor, entender melhor, basta ir no blog do Nassif (clique aqui) e ele te explica melhor que eu. Aliás, como sempre, sugiro acompanhar esse site, um dos mais legais que eu achei nos últimos tempos.
E feliz dia dos pais para todos os pais, em especial para o meu... :)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Na casa dos Nobres Senadores, parte 3

Alguém viu o discurso do Sarney hoje no Senado? Sério, jamais vi tamanha cara de pau. Mas o que mais me intriga não é a cara de pau de Sarney, mas de TODOS os senadores. Sarney ficou 50 minutos discursando, e todo mundo lá olhando pra ele, meio com medo dele resolver jogar no ventilador. Arthur Virgílio, dito como o salvador da moral pelos principais jornais do país, ficou em completo silêncio. Não vi, mas parece que a reunião do Conselho de Ética o bicho tá pegando. Mas como o Conselho de Ética é controlado por Sarney e companhia, a pizza tá pronta.

Quem quiser ler o discurso de Sarney na íntegra, clique aqui e se divirta.

sábado, 25 de julho de 2009

E no lar dos nobres senadores 2 - a missão

Às vezes acho que o Brasil é o país da hipocrisia. Depois de ler esse texto, achei que somos um país um tanto quanto estranho.
Já me pronunciei algumas vezes sobre o nobre senador e ex-presidente José Sarney. Se quiser saber, cliquei na tag "José Sarney" ai a direita para ver todas as postagens sobre o tema. Não acho e nunca achei que esse nobre senador trabalhasse pelo bem do Amapá, afinal ele se elegeu por esse estado. Podemos avaliar seu mandato de senador pelo desenvolvimento que aconteceu neste estado a partir da eleição dele.

Mas o que mais me chama a atenção não são as atitudes de Sarney. É o falso moralismo com que os meios de comunicação e outros senadores passaram a tratar o tema. Sarney está na vida pública há 40 anos, quando conseguiu desbancar outra família na eleição no estado. Mas, como geralmente acontece no Brasil, ao invés de moralizar, aproveitou-se da boquinha que conseguiu. Nesse caso, trocou-se os nomes,mas as práticas continuaram as mesmas.
E é exatamente isso que acontece no Senado. Sarney é o presidente, o mais visível e deve ser punido. Mas somente ele? Heráclito Fortes empregava a filha de FHC em seu gabinete e ela "trabalhava em casa" e raramente aparecia por lá. Segundo o Noblat nesse link, pelo menos 5 senadores possuem servidores que chegaram no Senado sendo estagiários da gráfica. Agaciel Maia mandava e desmandava desde 1995, quando se tornou secretário-geral. Luis Nassif lembra que durante o governo Sarney ele sempre pedia a benção a Roberto Marinho (e aproveita para dar uma cutucada no Lula). Ou seja, todas essas atitudes são conhecidas desde muito tempo, por que só agora vieram a tona? Sarney é colunista da Folha há muitos anos, prorrogou o Plano Cruzado para ajudar a eleger candidatos do PMDB e que custou muito a economia nacional, mas agora, para a Folha, ele virou o câncer da corrupção no Brasil?

Ai que fica a pergunta: Por que só agora? Vou bater nessa tecla até que esse caso acabe. Ou derrubam Sarney e todos os outros, ou ficará provado que a intenção não é de moralizar coisa nenhuma, é só desestabilizar. E ai, trocam-se os nomes mas as práticas continuam. Como sempre.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

E no Lar dos Nobres Senadores...

Clique aqui para ler o que acontece quando a mídia descobre algo que já acontecia havia muito tempo. Sem dúvida, muito interessante. Vale destacar também o comentário de Luis Nassif, principalmente a parte que ele diz que não viu nenhuma notícia sobre as mordomias dos jornalistas políticos. Ou seja, o funcionalismo público é procurado porque é "tranquilo", mesmo todo mundo sabendo que essa "tranquilidade" não seja lá muito ética e, porque não dizer, honesta. Afinal, ninguém quer saber de nossos direitos, mas se mexer com os privilégios, nao quero nem estar perto.

Em tempo, vale lembrar que no longínquo ano de 2003 fui "estagiário" da Biblioteca do Senado Federal, sumariamente demitido por não me vestir adequadamente (segundo dizem). Curiosamente (ou não), quem entrou na minha vaga foi um rapaz cuja mãe trabalhava no Senado. Coincidência? Como eu já disse anteriormente, essa bomba ia estourar a qualquer hora. E estourou agora.

Ou não...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fora Sarney, mas quem entra?

Que o Senado é uma palhaçada sem tamanho, já sabemos disso desde a independência do Brasil. Aliás, recordando um pouco, eu sabia que cedo ou tarde a bomba iria explodir. Quem já fez estágio no Senado sabe que lá existem trilhões de filhos, não somente de senadores, mas dos servidores em geral. Na época que eu fazia estágio, por exemplo, um filho de uma servidora entrou no meu lugar. Tenho certeza que não foi o único.

Mas o que mais me deixa revoltado é que agora querem o #forasarney no Twitter, mas se esquecem que um dos apoiadores dessa campanha é Arthur Virgilio e Agripino Maia. Velho, como isso é possível? Esses dois apoiavam Sarney no passado, agora se esqueceram? Será que eles agora perceberam, depois de tanto tempo, que não se deve comprar um carro usado de Sarney? Só eu que vejo assim?

Não é possível, sério mesmo...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Blogs de jornalistas

Ultimamente tenho lido muitos blogs de jornalistas porque, acho eu, uma melhor forma de ler notícias, etc e tal. Não que eu tenha parado de ler jornais, mas acho que a "blogosfera" mais interessante pra mim.

Enfim, vejo no Blog do Nassif e no Blog do Noblat três notícias interessantes. A primeira fala de Sarney e seu "Trem da Alegria" na Veja de maio de 1986. Ou seja, se passaram 23 anos e parece que só agora a mídia descobriu que não devemos comprar um carro usado de Sarney. Vai entender.

A segunda que quero destacar é o relatório da ONU sobre drogas em geral no mundo, sugerindo a descrimilização do consumo. Se Cláudio Humberto, da Band News/DF, em seu programa diário ler uma coisa dessas, vai ter um ataque.

A terceira é saber que o acidente da TAM foi causado por falha do piloto. Pra mim, não muda nada, porque as condições do avião e do aeroporto eram/são precárias. Digamos então que o piloto foi "induzido ao erro". Falhou, mas a culpa não era dele. Afinal, era um dia de chuva, numa pista pequena, com avião lotado e com tanque cheio. Não tinha como segurar mesmo não. Aliás, a pergunta, alguma coisa mudou em Congonhas depois do acidente?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Até tu, Brutus?

Que o Sarney adora pegar dinheiro do Senado para interesses pessoais, ninguém duvida, mas até o Gabeira!!! Até o Gabeira!!! Até o Gabeira!!! Depois dessa, quem poderá nos representar? :)